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:: ‘Geral’

Ilhéus: ASSOCIAÇÃO É FORMADA POR MULHERES NO BANCO DA VITÓRIA

Foto: língua solta

Foto: Língua solta

Associação de Mulheres do Banco da Vitória se reuniu nesta quarta feira dia 26/06/2019 às  15 horas  na   Escola Municipal Herval Soledade, para uma assembleia geral onde aconteceu a escolha de membros e  as  assinaturas da  Ata de Fundação, Eleição e Formação da Diretoria.

A Associação  em formação terá  como objetivo,  fortalecer suas atividades sociais e culturais no Bairro Banco da Vitória e adjacências.

Maria Rita Santos Teixeira conhecida popularmente  de Mary – Presidente da AMBDV. Falou sobre a importância da associação  de Mulheres  do  Banco  da Vitória, onde unidas irão  lutar pelo bem estar da população  e com clamor  o apoio de todas as mulheres presentes.

 

A Ata foi lida pelo o colaborador Nilton Ramos, teve como instrutor estatutária Jorge Luiz, na oportunidade falou para todas da diretoria e associadas presentes a grande importância de lutarem pelo os seus objetivos e cumprirem o regimento da entidade.

Por: linguasolta

LGBT: Ativistas em Botsuana celebram descriminalização da homossexualidade

Faz duas semanas que ser gay ou lésbica não é mais crime em Botsuana.

No dia 11 de junho, o país tornou-se o segundo no continente africano a descriminalizar, neste ano, a homossexualidade (o vizinho ao norte, Angola, foi o primeiro).

Trechos dos artigos 164, 165 e 167 do Código Penal botsuanês foram eliminados — e, junto com eles, a pena de até 7 anos de prisão prevista no texto.

“Essa foi uma vitória tão grande para todos nós da comunidade LGBT”, diz Carmelo Yoko, artista e fotógrafa que mora em Tonota, uma pequena vila perto de Francistown, a segunda maior cidade de Botsuana.

Desde então, diz Carmelo, tudo está mais ou menos como sempre foi: tranquilo. O país, de 2,25 milhões de habitantes, tem uma cultura pacífica, cenário diferente da vizinha África do Sul, dizem ativistas.

Botsuana descriminalizou a homossexualidade em 11 de junho. — Foto: Rodrigo Sanches/G1Botsuana descriminalizou a homossexualidade em 11 de junho. — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Botsuana descriminalizou a homossexualidade em 11 de junho. — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Uma das maiores mudanças é que a descriminalização deve vir como uma forte mensagem à comunidade de Botsuana de que gays e lésbicas não podem ser ridicularizados ou perseguidos: é nisso que acredita Caine Youngman, ativista de direitos humanos em Gaborone, capital de Botsuana.

Acessar serviços de saúde também deve ficar mais fácil para a população LGBT: em alguns casos, relata Youngman, profissionais abriam escrituras da Bíblia, ridicularizavam ou tinham medo de oferecer ajuda, por temerem perseguição por auxiliar essas pessoas a irem contra a lei.

Além de ter o acesso a esses serviços dificultado, o ativista explica que muitos LGBTs sofriam violência doméstica em silêncio ou aceitavam chantagens porque não podiam ir à polícia, já que estar em relações com uma pessoa do mesmo sexo era crime. Outros faltavam às aulas ou deixavam a escola por causa de bullying, tornavam-se um fardo para a família e acabavam sem ter para onde ir, voltando-se à prostituição.

O ativista pelos direitos humanos em Botsuana Caine Youngman — Foto: Arquivo pessoalO ativista pelos direitos humanos em Botsuana Caine Youngman — Foto: Arquivo pessoal

O ativista pelos direitos humanos em Botsuana Caine Youngman — Foto: Arquivo pessoal

“[A mudança] também é um recado de que, se você acredita que está certo, pode ir ao tribunal, e a justiça vai prevalecer. [A decisão] nos dá fé e esperança no sistema judicial de Botsuana”, diz Youngman, que é gay e trabalha na ONG Legabibo, voltada para os direitos de lésbicas, gays e bissexuais de Botsuana e que só foi legalizada definitivamente em 2016.

Herança colonial

Os artigos do código penal de Botsuana que criminalizavam a homossexualidade são uma herança colonial. Entre 1885 e 1966, o país foi protetorado britânico e se chamava Bechuanaland. A própria Inglaterra já havia estabelecido, em 1533, que relações sexuais entre homens eram passíveis de morte.

O texto botsuanês não bania, explicitamente, relações entre pessoas do mesmo sexo, mas, sim, “ter conhecimento carnal de qualquer pessoa contra a ordem da natureza” ou tentar fazê-lo. Também proibia que “qualquer pessoa, em público ou privado, cometa qualquer ato de indecência com outra pessoa”. A palavra “privado” foi removida da legislação.

Apesar de não citar a homossexualidade, a norma só era aplicada, na prática, a casais gays, diz Youngman — Foto: Arquivo pessoalApesar de não citar a homossexualidade, a norma só era aplicada, na prática, a casais gays, diz Youngman — Foto: Arquivo pessoal

Apesar de não citar a homossexualidade, a norma só era aplicada, na prática, a casais gays, diz Youngman — Foto: Arquivo pessoal

Apesar de não citar a homossexualidade, a norma só era aplicada, na prática, a casais gays, diz Youngman. Segundo o ativista, a última condenação pela lei foi em 2016, mas o homem que foi preso ficou na cadeia por apenas alguns meses. Ele foi contemplado com um perdão governamental distribuído a várias pessoas quando o país completou 50 anos de independência.

Mesmo assim, ficou com o registro na ficha. Ele não fala sobre o caso, segundo Youngman. E não é o único.

“As pessoas têm medo do tribunal, da mídia. Elas têm medo que, se esses casos se tornarem grandes, não consigam achar um emprego depois. Algumas delas não são assumidas. Elas optam por cumprir a pena [de até 7 anos]”, explica.

Em 2010, o país aprovou uma emenda às leis trabalhistas que proibiu demissões por causa de orientação sexual ou estado de saúde, inclusive quanto a ter ou não o vírus HIV.

Juiz contra a marginalização de minorias

Pessoas assistem ao julgamento da decisão que descriminalizou a homossexualidade em Botsuana no dia 11 de junho — Foto: Associated PressPessoas assistem ao julgamento da decisão que descriminalizou a homossexualidade em Botsuana no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Pessoas assistem ao julgamento da decisão que descriminalizou a homossexualidade em Botsuana no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

No dia 11, o juiz Michael Leburu, um dos que assinaram a decisão, declarou que “a dignidade humana é prejudicada quando grupos minoritários são marginalizados”.

Ele e outros dois colegas afirmaram, na sentença, que criminalizar relações sexuais entre adultos do mesmo sexo “perpetua o estigma e a vergonha contra homossexuais e os torna reclusos e isolados. As minorias, que são vistas pela maioria como desviantes ou párias, não devem ser excluídas ou ostracizadas. A discriminação não tem lugar neste mundo”.

A sentença foi comemorada no Twitter sob a hashtag #revoguem164, uma referência a um dos artigos que foram modificados. Youngman espera que a decisão contribua para reverter outras no continente africano, inclusive uma recente no Quênia que foi no sentido contrário e manteve a homossexualidade como crime.

Em Botsuana, mesmo com a mudança, o clima ainda é de cautela, dizem os ativistas.

Laone van Vuuren é formado em relações públicas e administra um serviço de bufê em Gaborone, Botsuana — Foto: Arquivo pessoalLaone van Vuuren é formado em relações públicas e administra um serviço de bufê em Gaborone, Botsuana — Foto: Arquivo pessoal

Laone van Vuuren é formado em relações públicas e administra um serviço de bufê em Gaborone, Botsuana — Foto: Arquivo pessoal

“Eu não diria que as pessoas têm medo de sofrer crimes de ódio, mas estamos cautelosos”, afirma Laone van Vuuren, que é formado em relações públicas, é gay e administra um serviço de bufê em Gaborone.

“Nós somos, de forma geral, uma sociedade conservadora, então nem casais hétero demonstram afeto em público com frequência. Não é comum, em Botsuana, ver casais se beijando na rua, sejam LGBT ou não”, afirma.

“Eu acho que o sentimento geral é de euforia e triunfo para a comunidade LGBT, assim como de apoio para as pessoas não-LGBT em Botsuana que acreditam na proteção de direitos humanos em todo o país”, diz Laone.

Ativistas pelos direitos LGBT comemoram decisão da Suprema Corte em Gaborone, Botsuana, no dia 11 de junho — Foto: Associated PressAtivistas pelos direitos LGBT comemoram decisão da Suprema Corte em Gaborone, Botsuana, no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Ativistas pelos direitos LGBT comemoram decisão da Suprema Corte em Gaborone, Botsuana, no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Mas nem todos estão satisfeitos com a decisão. Por ser um país cristão, explica o ativista, há reações contrárias. Segundo levantamento do Pew Research Center, de 2010, 64% da população do país é protestante, e 22%, católica.

Youngman, que cresceu em uma família católica, também acredita que a religião é um dos fatores que contribuem para o preconceito contra a população LGBT em Botsuana. O ativista da Legabibo relata que foi a diversas igrejas para tentar harmonizar sexualidade e fé.

“As igrejas tentavam me fazer mudar, elas fazem você acreditar que isso é possível. Mas, à medida que eu crescia, esses sentimentos ficaram mais fortes, e eu decidi me aceitar”.

Foi a partir dali que ele começou a se dedicar a defender os direitos humanos no país. “Eu não queria que outras pessoas passassem pelo que eu passei”, diz.

A família, por outro lado, aceitou bem saber que ele é gay. Quando veio a público com sua sexualidade, relata Youngman, ele era um dos poucos homens abertamente gays no país, e vários LGBTs o procuravam em busca de ajuda. O ativista acabava abrigando pessoas na casa onde morava, na época, com a mãe.

Pessoas comemoram mudança na lei de Botsuana que descriminalizou a homossexualidade no país no dia 11 de junho — Foto: Associated PressPessoas comemoram mudança na lei de Botsuana que descriminalizou a homossexualidade no país no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Pessoas comemoram mudança na lei de Botsuana que descriminalizou a homossexualidade no país no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Entre as dificuldades enfrentadas pela população LGBT do país está, por exemplo, a mudança de gênero em documentos oficiais de pessoas trans, o que pode dificultar oportunidades de emprego ou que elas viajem para fora do país.

Em uma decisão histórica do tipo, de outubro de 2017, a Suprema Corte de Botsuana permitiu a um homem trans botsuanês mudar de gênero nos documentos, depois de uma batalha judicial que durou 10 anos, segundo a agência de notícias Reuters.

Já os atos de violência costumam acontecer com mais frequência em lugares isolados, relata Youngman. “As pessoas não são de criar confronto, elas evitam dizer coisas na sua cara”, diz.

Apesar de serem incomuns, segundo os ativistas, incidentes em que há violência física também ocorrem. Em novembro do ano passado, uma mulher trans foi agredida na porta de uma boate em Gaborone, em público, e a ação foi filmada e postada em redes sociais.

Carmelo Yoko é fotógrafa e artista em uma pequena vila perto de Francistown, segunda maior cidade de Botsuana — Foto: Arquivo pessoal/SetabaneCarmelo Yoko é fotógrafa e artista em uma pequena vila perto de Francistown, segunda maior cidade de Botsuana — Foto: Arquivo pessoal/Setabane

Carmelo Yoko é fotógrafa e artista em uma pequena vila perto de Francistown, segunda maior cidade de Botsuana — Foto: Arquivo pessoal/Setabane

“Em Botsuana, a violência tende a ser mais verbal do que física, como no Facebook ou no rádio”, diz Carmelo Yoko, que é lésbica. “O estupro corretivo, por exemplo, acontece aqui às vezes também, mas não é tão comum quanto na África do Sul”, diz a artista.

O termo “estupro corretivo” é usado quando o crime é cometido com o objetivo de controlar o comportamento social ou sexual da vítima.

Para Carmelo, ainda é cedo para dizer se a situação no país melhorou ou piorou. “O que posso dizer é que, até agora, não há muita diferença. Somos, agora… bom, acho que não somos ilegais — não somos mais criminosos. Mas isso é só um passo na direção certa”, ressalva.

Mesmo com a descriminalização em Botsuana, a homossexualidade continua sendo crime em 32 dos 54 países da África. Em 4 deles — Mauritânia, norte da NigériaSomália Sudão — é passível de morte, segundo levantamento da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo.

Ser gay ainda é crime em 32 dos 54 países da África, mesmo após a descriminalização em Botsuana — Foto: Juliane Monteiro/G1Ser gay ainda é crime em 32 dos 54 países da África, mesmo após a descriminalização em Botsuana — Foto: Juliane Monteiro/G1

Ser gay ainda é crime em 32 dos 54 países da África, mesmo após a descriminalização em Botsuana — Foto: Juliane Monteiro/G1

No Egito, apesar de a homossexualidade não estar prevista em lei como crime, é considerada assim “de fato”.

No continente africano, o único país que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e lhes dá garantias constitucionais é a África do Sul, onde a legislação foi aprovada em 2006.

FONTE: G1

Bandidos põem fogo em carro com repórter da TV Bahia no porta-malas

O jornalista Jony Torres foi trancado na mala do próprio carro durante uma tentativa de assalto no início da noite desta segunda-feira (17) na zona rural da cidade de Esplanada, região nordeste do estado. Os ladrões ainda atearam fogo ao veículo, mas Jony conseguiu escapar antes das chamas consumirem seu veículo, um modelo Nissan Tiida de quatro portas. O carro teve perda total. O jornalista da TV Bahia tem uma fazenda com o sogro no município.

O crime foi cometido por dois homens que estavam numa moto. Segundo o jornalista, um deles aparentava ser adolescente, mas foi o mais velho que comandou toda a ação.  O jornalista conta que o assalto durou, aproximadamente, 30 minutos. Ele ainda chegou a ser reconhecido pelo mais jovem, mas foi confundido com um policial.

Ele achou que me reconheceu por ser policial e começou a dizer: ‘nós é bonde do maluco, porra, nós vai lhe matar. Cadê o celular, porra? Eu dizia pra ele: velho, eu sou jornalista, não sou polícia. Tenho dois filhos para criar. Um deles ainda disse: ‘eu também não tive pai para me criar’“, informou Jony.

Para ele, foi mais uma violência psicológica do que física. Segundo ele, os dois assaltantes aparentavam estarem embriagados e drogados. “Eles só queriam o celular, na hora do nervoso, nem lembrei que tinha deixado na fazenda e falei que devia ter caído no carro”, conta. O jornalista entregou a carteira com R$ 400, mas mesmo assim os ladrões ficaram irritados.

(Foto:Acervo Pessoal)

Jony contou ao CORREIO que precisou ir resolver um problema na fazenda de última hora e saiu, por volta das 18h30, para fazer um lanche em um posto de gasolina na BR-101. Para chegar até o local, trafegou por uma estrada de terra de cerca de 3 km. Quando estava voltando, precisou diminuir a velocidade por conta de uma linha férrea que tem na região e foi nesse momento que o jornalista foi abordado pelos assaltantes.

Eles entraram no carro e me fizeram dirigir com uma arma apontada para a minha cabeça até uma plantação de eucalipto. Lá, me colocaram deitado no chão e começaram a exigir o celular. Mas eu estava tão nervoso, que nem me dei conta de que tinha esquecido na fazenda e disse que devia estar caído no chão do carro, como não acharam, decidiram me matar. Me botaram no porta-malas do carro e disseram: ‘vou lhe matar porra´. Fiquei achando que me dariam um tiro, mas ele ainda disse: ‘não vou gastar uma bala com esse filho da puta’“.

Só quando ouviu o barulho da moto dando partida é que o jornalista teve coragem de tentar sair do carro. “Meu carro era daqueles que tem uma cordinha para baixar o banco, eu consegui baixar e sair pelas portas do fundo. Só então vi que a parte da frente do carro já estava toda em chamas. Jogaram cachaça no carro e tocaram fogo”, relembra.

O jornalista não soube estimar quanto tempo ficou preso no porta-malas. Mas quando achou que os bandidos já tinham saído do local, conseguiu sair do carro. Primeiro ele se escondeu no mato e depois começou a correr, pra sair dali. “Na estrada de chão me deram socorro e acionaram a Polícia Militar, que foi no local e encontrou meus documentos jogados no chão”, conta.

(Foto: Acervo Pessoal)

Quase 24 horas depois do assalto, o jornalista conta que até agora está praticamente sem dormir. “Só pensava nos meus filhos”, diz. Ele já havia sofrido um assalto em Salvador, mas nada que fizesse com que ele temesse tanto pela sua vida. “Foi terrível. Uma maldade sem sentido. Queriam me matar só por causa de um celular”, comentou Jony, destacando que os bandidos estavam visivelmente transtornados.

Ele conta que ainda se sente como se estivesse “dentro de um pesadelo”. “A vontade que da é de ir dormir pra acordar depois e descobrir que era apenas um sonho ruim”, finaliza.

O veículo está no seguro. Na manhã desta terça-feira (18), policiais começaram a busca pelos bandidos. Em nota, a Polícia Civil informou que o roubo é investigado pela Delegacia de Esplanada, “que realiza incursões para identificar e prender os autores”. O CORREIO vem tentado falar com o delegado da região, mas ninguém atendeu às inúmeras ligações realizadas à unidade.

Veja vídeo gravado quando o carro ainda pegava fogo (Imagens do Acajutiba News)

 

Ilhéus: Prefeito nomeou novo secretário de Cultura e turismo

Foto: Léo Novais

Foto: Léo Novais

Após ficar dois meses sem secretario de turismo, prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, nomeou por meio de decretos publicados na quarta-feira, dia 5, dois novos secretários e um deles foi o Fabio Wanderley Manzi Cavalcante Junior, para a nova secretaria de Cultura e Turismo (que substitui a extinta secretaria de cultura, comandada pelo escritor e pedagogo, Pawlo Cidade).

Fábio Júnior é empresário na cidade, dona da Pousada Costa do Cacau e princesinha do sul, além do centro de estudos costa do cacau e cabana costa do cacau Beach.

ILHÉUS: COMÉRCIO FUNCIONA EM HORÁRIOS ESPECAIS NO MÊS DE JUNHO

Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Ilhéus (Sicomércio) divulgou os horários especiais do funcionamneto do comércio de Ilhéus neste mês de junho. Confira:

DIA DOS NAMORADOS
Dias 10,11,12: 9h às 20h;
CORPUS CHRISTI
Dia 20: comércio não funciona (feriado);
SÃO JOÃO
Dia 24: comércio não funciona (feriado municipal);
DIA DA CIDADE
Dia 28: comércio não funciona (feriado municipal).
O tabuleiro

PSD de Ilhéus realiza eleição do diretório e executiva municipais neste sábado (25)

O Partido Social Democrata (PSD) realiza convenção em Ilhéus, neste sábado (25), das 8 às 12 horas, no auditório do Hotel Barravento, situado à Rua Lindolfo Collor, nº 240, bairro Malhado.

No encontro partidário, serão eleitos oito membros e três suplentes do Diretório Municipal, delegados e respectivos suplentes para a convenção estadual e a comissão executiva do partido na cidade. O atual presidente do PSD de Ilhéus é o prefeito Mário Alexandre.

O PSD Bahia tem, hoje, 89 prefeitos e 592 vereadores. É a legenda com a maior representação feminina no Estado com três deputadas estaduais, 13 prefeitas e 75 vereadoras. A força do PSD Bahia se repete na Capital Federal. Além dos nove deputados estaduais, o partido conta com uma bancada forte e coesa, em Brasília. São cinco deputados federais e dois senadores. O partido também ocupa a presidência da UPB (prefeito Eures Ribeiro).

SOL E MAR-ILHÉUS: TOMA POSSE NOVA DIRETORIA DO CONDOMÍNIO

Na noite de terça-feira (7) aconteceu a posse da nova diretoria de sindicância do condomínio Sol e MAR 2, tendo Bira Borges como sindico geral e Anderson Magalhães como vice, e também foi uma das pautas a prestação de contas do ano de 2018.

Confira a ata:

ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO

CONDOMÍNIO RESIDENCIAL SOL E MAR II, REALIZADA EM 07 DE MAIO DE 2019.
Aos 07 sete dias do mês de maio do ano de dois mil e dezenove, às dezenove horas,
em segunda e última chamada, reuniram-se em ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA,
no Salão de Festas da quadra ̈D ̈ Condomínio Residencial Sol e Mar II localizado na
BR Ilhéus/Buerarema, os Srs. condôminos e/ou representantes das unidades
autônomas, cujas assinaturas constam da Lista de Presenças, todos convocados
através do Edital de Convocação, constando os seguintes assuntos na ORDEM DO
DIA, conforme convocação do Síndico: 1. PRESTAÇÃO DE CONTAS Do EXERCÍCIO
DE 2018; 2. POSSE DA SINDICÂNCIA E DO CONSELHO FISCAL PARA O BIENIO
19/21. Sendo escolhido para ocupar a Presidência da mesa, o Sr. Sidnei Alves
Guerra morador da quadra ̈C ̈ bloco 01 A P . 1 0 4 , que designou como secretário
o condômino Sr. DIEGO quadra ̈E ̈ bloco 07 AP. 104. Integrando a mesa o sindico
Sr. UBIRAJARA BORGES DOS SANTOS quadra ̈E ̈ bloco 10 AP 401 e o Sr.
ANDERSON ANDRÉ LIMA MAGALHÃES, quadra D, bloco 18 apto 301. Dando
sequência, o Presidente passou deliberar sobre o primeiro item da pauta, prestação
de contas do exercício de 2018, que após apresentada foi aprovada pela unanimidade
pelos presentes sem ressalva e sem haver qualquer parecer do conselho fiscal.
3. PRESTAÇÃO DE CONTAS 2018 – Foi concedida a palavra ao sindico, Sr. Ubirajara
Borges dos Santos o qual demonstrou as receitas do ano de 2018, totalizando R$: 8.300,00
(oito mil e trezentos reais) e despesas totalizando R$: 8.813,96 (oito mil, oitocentos e treze
reais e noventa e seis centavos) e, posteriormente teceu algumas explicações quanto a
analises das contas pelos condôminos. Após encerrados todos os inscritos e respondidos
todos os questionamentos, o presidente da mesa, Sr. Sidnei Alves Guerra empossa o
sindico geral reeleito Ubirajara Borges dos Santos e sua nova diretoria, o Presidente
Conselho fiscal e os demais conselheiros conforme abaixo assinado.
4. EMPOSSADOS PARA O BIENIO 19/21.

Sindico geral Ubirajara Borges

Subsíndico geral Anderson Magalhães
Secretaria Cris Amaral
Presidente do conselho fiscal Diego Dalton
Conselheiro Anderson Moreira
Conselheiro Daniel Oliveira
Conselheiro Kleber Mendes
Todos os assuntos foram relatados em ata, a qual foi lavrada e assinada por
mim, Diego Danton de Freitas Bastos, pelo síndico sr. Ubirajara Borges dos
Santos e por todos condôminos constantes que assinaram a lista de
presença.

ILHÉUS: Sala do Empreendedor realiza Semana do MEI com capacitações gratuitas

A Sala do Empreendedor de Ilhéus estará mobilizada em realizar a Semana Nacional do MEI, que acontece entre os dias 20 e 24 de maio, das 8 às 18h, em infraestrutura que será montada em frente à Associação Comercial e Industrial de Ilhéus (ACII), no centro. O Sebrae, através da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio (Sedic), deve promover capacitações para o microempreendedor individual por meio de oficinas, palestras e orientações técnicas.

Filipe Yamamoto é o agente de desenvolvimento em Ilhéus. Ele informou que a programação vai contar com atendimento especializado durante toda a semana, na Sala do Empreendedor. O mutirão também tem como objetivo auxiliar futuros empreendedores que querem se formalizar, preenchimento da declaração anual e esclarecimento de dúvidas por meio de consultorias. Os participantes recebem atenção exclusiva dos agentes de desenvolvimento.

Nas centrais de abastecimento – De acordo com a Sedic, outros mutirões com os mesmos serviços gratuitos serão realizados nas centrais de abastecimentos dos bairros Hernani Sá (Urbis), zona sul e Malhado, na zona norte da cidade. Os interessados devem se apresentar portando o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) juntamente com as informações das movimentações financeiras do ano anterior.

Durante a ação, dois cursos serão oferecidos gratuitamente aos microempresários. O “Sei planejar meu dinheiro” e o “Previdência Social e INSS”, temas que servem para explorar todo o conteúdo que os microempreendedores individuais precisam saber. Este ano, as centrais de abastecimento também vão receber os cursos de capacitação entre outros serviços ao microempreendedor local.

“O evento Semana do MEI trará ainda informações sobre as novas regras trabalhistas para auxiliar o empresário na adaptação às mudanças. A criação do espaço possibilitou o avanço dos microempreendedores individuais, geração de renda e emprego no município. Nos aproximamos de seis mil e quinhentos microempreendedores, um crescimento notável e um dos principais municípios adimplentes da Bahia”, celebra Yamamoto.

COCA-COLA PERSEGUE A DOLLY E O DONO DA MARCA ENTRA COM AÇÃO INDENIZATÓRIA

Laerte Codonho, criador dos refrigerantes Dolly, entra com uma ação indenizatória contra os procuradores federais e estaduais que o levaram à prisão e bloquearam seus bens. Ele se diz vítima de má-fé, abuso de direito e perseguição da Coca-Cola. O empresário também contesta a dívida bilionária atribuída a suas empresas e afirma que seu propósito é estabelecer a verdade

Dolly vai à guerra

Laerte Codonho: “Deram uma porrada para me derrubar, mas não me quebraram. Ninguém enfrenta a Justiça se tiver telhado de vidro. Eu tenho uma laje de concreto”

Celso Masson

Desde que decidiu empreender no ramo de refrigerantes, ainda aos 26 anos, quando idealizou o pioneiro Diet Dolly, o paulistano Laerte Codonho, 57, conheceu tanto o sabor do sucesso quanto o gosto amargo das disputas na Justiça. A primeira delas se deu assim que o primeiro refrigerante dietético do País chegou ao mercado, em 1987. Embora o direito de produção da bebida estivesse garantido por Codonho via sentença judicial, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo determinou que os estoques já comercializados fossem apreendidos. Começava ali uma história de embates jurídicos. Se, por um lado, eles jamais impediram o espetacular crescimento da marca Dolly, por outro, mesmo após três décadas, parecem estar cada vez mais longe de um final feliz.

No dia 21 de dezembro, Codonho e seus advogados protocolaram duas ações de indenização contra quatro procuradores federais e oito do Estado de São Paulo. Os réus nessas ações foram os responsáveis por decretar a prisão e o sequestro de bens do empresário, em um processo que se baseou em um erro já reconhecido pela Justiça. Foram oito dias de cárcere, sob acusação de fraude fiscal e lavagem de dinheiro. Passados oito meses, porém, não foi oferecida denúncia contra Codonho (o prazo legal é de 60 dias). O criador da Dolly diz que seu intuito ao processar os procuradores é estabelecer a verdade. “Eu sei que vou ganhar. Estou com a razão. Eles me prenderam e me afastaram das empresas por nada”, afirma. Ele também garante que as dívidas atribuídas a suas empresas com a União, estimadas em cerca de R$ 1,5 bilhão, não têm fundamento legal. “Nós não devemos nada. Ao contrário. Temos crédito a receber.”

Para entender o que está por trás dessa intrincada trama — e a inesperada reviravolta protagonizada por Codonho — é preciso mergulhar nos bastidores do bilionário mercado brasileiro de refrigerantes, um setor dominado por empresas agressivas como Coca-Cola e Ambev, distribuidora da marca Pepsi no Brasil. As disputas de Laerte Codonho com a Coca-Cola nunca foram pacíficas. Desde 2003, o empresário acusa a rival de práticas desleais. Ele, que além de ter criado sua própria fórmula de refrigerante, também desenhou o mascote Dollynho e mantém total controle sobre a estratégia de comunicação da empresa, chegou a confeccionar outdoors em que questionava se a Coca-Cola estaria acima da lei, fosse por incluir em sua fórmula um derivado de folha de coca proibido pela legislação brasileira, ou por ter usado empresas de fachada a fim de sonegar impostos.

O golpe do contador: sócio minoritário da RD Assessoria Contábil, Esaú Vespúcio Domingues confirmou à Polícia Federal e ao Gaeco os desvios que lesaram a Dolly

Em um dos quatro celulares que Codonho usa simultaneamente estão o que ele considera provas da perseguição movida pela Coca-Cola contra seus interesses. Há transcrições de entrevistas com um ex-executivo da multinacional afirmando que a Dolly deve ser eliminada do mercado (leia trechos em destaque abaixo), vídeos e outros documentos que compõem um dossiê completo de como a simples existência de um fabricante nacional afeta os resultados da líder global. Para Codonho, não há dúvida de que o inferno que ele tem vivido nos últimos anos foi criado pela concorrência. Em sua visão, até mesmo o contador Rogério Racucci, com o qual está em litígio sob a acusação de ter-lhe roubado e prejudicado suas empresas ao não pagar os impostos devidos, teria sido plantado pela Coca-Cola.

As fraudes de Raucci foram descobertas em junho de 2016. Um mês depois, Esaú Vespúcio Domingues, sócio minoritário da RD Assessoria Contábil, de Raucci, confessou os crimes em depoimentos à Polícia Federal e ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco). “Ele não apenas admitiu o roubo como devolveu bens adquiridos com esses recursos”, diz Codonho. Uma perícia constatou que a consultoria contratada em 2002 para cuidar de toda a contabilidade das empresas ligadas à marca Dolly cometeu uma série de delitos: falsificou chancelas de autenticação bancária em guias de recolhimento de tributos, se apropriou de cheques que deveriam ter quitado débitos fiscais e acordos trabalhistas, além de ter desviado “vultosas somas em dinheiro”.

Codonho calcula que os desvios praticados por Raucci somam R$ 100 milhões, incluindo impostos que a Dolly deixou de recolher. A indadimplênca foi tema de reuniões com a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), em que se buscava um acordo relativo aos débitos. Antes que as negociações fossem concluídas, a Dolly foi alvo da operação Clone, deflagrada em maio de 2017 pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Além das acusações de embaraço de fiscalização e organização de fraude fiscal estruturada, foram apontados “créditos de impostos relativos a supostas entradas de insumo nunca comprovadas, emitidas por empresas situadas em outras unidades da federação”. Mas o pior ainda estava por vir — e pegaria Laerte Codonho de pijama, às 6 horas da manhã de 10 de maio de 2018, em sua residência de luxo em um condomínio na Grande São Paulo.

FUNDO FALSO Acompanhados por um helicóptero da TV Globo, agentes federais e estaduais cumpriram medidas cautelares penais contra o empresário: sequestro de bens, quebra de sigilo bancário e fiscal, busca e apreensão e prisão temporária. Cerca de R$ 170 mil em espécie foram localizados atrás de uma parede com fundo falso, que quase foi demolida porque Codonho alegou não se lembrar da senha de abertura. As medidas contra o empresário se basearam em uma investigação conjunta do Grupo Especial de Repressão aos Delitos Econômicos do Ministério Público (Gedec) e do Grupo de Autuação para Recuperação Fiscal da Procuradoria-Geral do Estado (Gaerfis). Os investigadores contaram com dados de um relatório elaborado pela empresa Neoway Tecnologia Integrada. Como diz Codonho, “é aí que a coisa fica mais interessante”.

Falha da acusação: escritura de um imóvel no Condomínio Fazenda da Grama, de propriedade da offshire Lumia Capital Industries LLC, atribuída a Codonho. A empresa dele nos EUA se chama Lumia Industries LLC. Para os procuradores, essa seria uma prova da lavagem de dinheiro

A Neoway foi contratada pela PGE/SP em uma licitação para fornecimento de um software de big data (análise de dados). Mas a logomarca da empresa aparece na capa do Procedimento de Investigação Criminal (PIC) 28/17 que culminou nas medidas cautelares contra a Dolly e seu controlador. Segundo Codonho, a empresa é ligada à Coca-Cola e à Ambev por meio de investidores e parcerias. Para ele, há conflito de interesses na contratação da Neoway. Ainda assim, não foi ela que cometeu o erro mais grave por trás da prisão de Codonho. Para embasar a detenção e o sequestro de bens do empresário, os procuradores se basearam em um indício frágil: a compra de imóveis no Brasil por meio de uma offshore sediada no Estado americano de Nevada, a Lumia Capital Industries LLC.

Codonho não nega ter aberto empresas no exterior, mas a Lumia Capital Industries tem outro dono. Entre as empresas que ele abriu fora do País, uma atende pelo nome Lumia Industries, mas não é a que os procuradores afirmam ser de sua propriedade. “No relatório da Neoway aparece a empresa certa. Mas a ação que pede o bloqueio de bens cita a outra”, diz o advogado Guilherme Tilkian, um dos autores da ação de indenização movida por Codonho contra os procuradores que o prenderam. “A contratação da Neoway, nesse caso, é imoral, ainda que ela não tenha errado”, afirma. Para Codonho, o objetivo dos procuradores era quebrar sua empresa, mesmo que não encontrassem nada contra ele. Ao ser detido, o empresário apareceu diante das câmeras com um cartaz no qual se lia, em letras escritas com batom: “Preso pela Coca-Cola”.

Depois da prisão e do sequestro dos bens (incluindo uma Ferrari e três helicópteros), o dono da Dolly foi impedido de entrar nas próprias empresas. “Fiquei quatro meses sem conta-corrente”, afirma. A falta de recursos para gerir o negócio levou ao fechamento de uma fábrica em Tatuí e à demissão de 850 funcionários, um terço da força de trabalho que empregava. A saída foi pedir a Recuperação Judicial, decretada em junho pelo Superior Tribunal de Justiça. Em agosto, as contas das empresas ligadas à Dolly foram liberadas. O que foi recebido nesse ínterim caiu em um limbo — e Codonho tenta agora reaver os valores, ao mesmo tempo em que pretende demonstrar não dever nada à União. No entender do juiz que assimou a recuperação, o dono da Dolly está liberado para gerir seus negócios. “Não existe ação penal contra ele”, diz o advogado Tilkian.

SEGREDO DE JUSTIÇA Em nota enviada por sua assessoria de comunicação, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional afirma que, no caso da prisão e bloqueio de bens, “os Procuradores atuaram de forma exclusivamente técnica e no estrito cumprimento do dever funcional, seguindo as orientações institucionais do órgão, notadamente aquelas aplicáveis aos devedores contumazes”. Ainda segundo a nota, “a atuação da PGFN no caso foi fundamentada em robustos elementos probatórios e caberá ao Poder Judiciário avaliar e proferir a decisão sobre o processo”.

A ação protocolada na 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, em 21 de dezembro, prevê indenização de R$ 1.050.000,00 a Laerte Codonho por dano moral e tem como réus quatro procuradores. O mesmo valor foi estipulado na ação contra os oito procuradores da PGE/SP, protocolada no Tribunal de Justiça do Estado. Procurada pela reportagem da DINHEIRO, a PGE informou:
“A prisão de Laerte Codonho ocorreu em processo criminal que corre em segredo de justiça, a pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo”. Para a entidade, a atuação dos procuradores “ocorreu nos termos da lei, em virtude de fraudes fiscais estruturadas, origem de vultosa dívida tributária, conforme constam dos processos judiciais, não havendo novos esclarecimentos.”

OFFSHORE O que se discute na esfera federal em relação ao grupo de empresas ligadas à Dolly é que elas seriam devedoras de quase R$ 1,5 bilhão em impostos, multas e juros, O que foi alegado na medida cautelar que determinou sua prisão é que haveria o risco de o Estado não receber esse valor. Para os investigadores, o empresário estaria blindando seu patrimônio ao usar uma offshore para a compra de imóveis — caso de uma residência de luxo no condomínio residencial Fazenda da Grama, em Itupeva, interior paulista, e de escritórios comerciais na capital. Uma vez provado que a tal offshore não era de Codonho, resta comprovar que ele não deve o que dizem. “Na nossa visão, as cobranças são indevidas”, diz Paulo Antonio Ramirez Assad, um dos advogados que cuidam das questões tributárias de Codonho.

“Preso pela coca-cola”: ao ser detido, em maio de 2018, Laerte Codonho exibiu um bilhete no qual acusa a concorrente. A disputa com a multinacional é antiga, foi estampada em outdoors (acima à direita) e detalhada em um diálogo gravado com um ex-diretor da empresa, Luís Eduardo Capistrano do Amaral (acima à esquerda)

Assad divide os débitos federais atribuídos a Codonho em quatro blocos (confira os valores na tabela acima). Cerca de R$ 330 milhões foram cobrados pelo Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas), instrumento criado pela Casa da Moeda para evitar sonegação das engarrafadoras de bebidas. Outros R$ 310 milhões são relativos à glosa de créditos de IPI de compras da Zona Franca de Manaus. Mais R$ 157 milhões entram na conta da fraude fiscal praticada contra a Dolly pela RD Assessoria. A defesa de Codonho questiona todos esses débitos, afirmando haver fundamentos jurídicos para o não pagamento de cada um deles. Os R$ 30 milhões restantes, inclusive, já foram reconhecidos como indevidos e extintos. No que diz respeito ao Fisco estadual, o empresário também questiona a dívida estimada em R$ 79 milhões pela PGE. Segundo ele, apenas 24% desse valor se refere ao “imposto supostamente inadimplido”. O restante se divide em multa (13%), honorários advocatícios (17%) e juros (46%).

Para lidar com tantos imbróglios jurídicos, Codonho conta com o auxílio de diversos escritórios de advocacia, mas é ele quem coordena a própria defesa — e também os ataques. “Virei um rábula”, diz, referindo-se à expressão usada para descrever um advogado prático, sem diploma. Nas ações movidas contra os procuradores que o prenderam há oito meses, o empresário pede uma indenização individual de R$ 150 mil, valor que ele considera compatível com os rendimentos de cada um. Para a Fazenda Nacional, o “pleito é manifestamente improcedente”. Codonho tem outra visão. “Meu esforço é trazer a verdade à tona.

Não tenho nenhum problema para resgatar a minha imagem. E a empresa é tão viável que está em pé”. Perguntado sobre o motivo de não ter vendido sua empresa quando recebeu uma proposta da Coca-Cola, Codonho diz não ter arrependimentos. Vale a pena manter-se em guerra com a concorrência e os procuradores? “Pergunte-me daqui a dois anos”. Até lá, seu destino é incerto. “Não sei como será minha vida a partir de 31 de janeiro”, afirma, referindo-se ao prazo estipulado para o término da Recuperação Judicial. Não há dúvida de que sua vida renderia uma minissérie de TV. Ele diz que quatro produtoras já o procuraram. As propostas serão avaliadas enquanto o pai do Dollynho vai à guerra contra os procuradores.

Com reportagem de Hugo Cilo

EMPREGO: INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CONCURSO DA PREFEITURA DE SALVADOR

Começaram nesta segunda-feira (8) as inscrições para o concurso da prefeitura de Salvador, com 368 vagas para servidor efetivo. Os salários vão de R$ 2.147,85 a R$ 10.902,71, enquanto as provas serão no dia 16 de junho.

Os interessados podem se inscrever até as 16h do dia 7 de maio, no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizadora do certame. De acordo com a prefeitura, as oportunidades estão divididas em 17 cargos e 12 áreas, de níveis médio e superior. [Veja quadro de vagas no final da matéria]

A taxa de inscrição é de R$ 80 para cargos de nível médio e nível técnico, e de R$ 100 para aqueles de nível superior.

As provas escritas objetiva e discursiva serão realizadas no turno da manhã (cargos de nível superior e agente de trânsito e transporte), e no turno da tarde (demais funções de nível médio e técnico). Todas as informações constam nos editais do concurso.

Distribuição das vagas

As 368 vagas estão distribuídas em três editais:

  • Primeiro: é dedicado a agente de trânsito e transporte, agente de fiscalização municipal em meio ambiente, fiscal de serviços municipais, agente de salvamento aquático e guarda civil. São 98 vagas, com remuneração que chega a R$ 4.718,39 e carga horária de 40h.
  • Segundo: é para professores municipais. São 150 vagas, com remuneração que chega a R$ 3.603,80 e carga horário de 20h ou 40h.
  • Terceiro: são 120 vaga para especialista em políticas públicas, assistente social, psicólogo, engenheiro civil, engenheiro eletricista, analista em segurança do trabalho, arquiteto, médico do trabalho, médico perito, médico Samu, psiquiatra, clínico, ginecologista, pediatra, infectologista, ortopedista, generalista, técnico em enfermagem do trabalho e técnico em segurança do trabalho. Todos com carga horária de 20h, 30h ou 40h e remuneração de até R$10.902,71.

Quadro de vagas de concurso anunciado pela Prefeitura de Salvador — Foto: DivulgaçãoQuadro de vagas de concurso anunciado pela Prefeitura de Salvador — Foto: Divulgação

Quadro de vagas de concurso anunciado pela Prefeitura de Salvador — Foto: Divulgação





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