ENEM: Dicas para fazer uma boa pontuação na prova de redação

Mais de 5,5 milhões de estudantes devem realizar as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) este ano. Com as datas se aproximando, a ansiedade dos candidatos cresce e a preparação vai chegando à reta final. Mais que das 180 questões aplicadas nos dois dias de prova, é da redação a fama de calcanhar de Aquiles de muitos estudantes em busca do sonho de entrar na faculdade.
“O gênero textual pedido pelo Enem é o dissertativo-argumentativo, que exige a defesa de um ponto de vista por meio de argumentação consistente. O corretor vai analisar o texto a partir de cinco competências (valendo 200 pontos cada uma) e é muito importante que elas deem o norte para a produção textual”, explica.
Competência 1
Avalia se o texto foi escrito respeitando as regras gramaticais (ortografia, acentuação, concordâncias etc), analisando o conhecimento do candidato sobre as regras básicas da Língua Portuguesa. “Leitura e análise linguística de textos são muito mais eficientes para dominar esta competência do que a simples memorização de regras”, comenta o especialista.
Competência 2
Analisa se o candidato produziu um texto fiel ao tema, ou seja, se escreveu sobre o assunto proposto sem perder o foco, e sua capacidade de defender seu ponto de vista com argumentação consistente. “Neste caso, é importante saber que o texto deve conter a problematização do tema e a apresentação da tese (primeiro parágrafo), a argumentação baseada no ponto de vista a ser defendido (segundo e terceiro parágrafos) e a conclusão com proposta de intervenção que respeite os direitos humanos (quarto parágrafo)”, explica Gava.
Está ligada à coerência textual, que é a capacidade de organizar as ideias de forma que as orações tenham relações lógicas entre si, assim como os períodos e os parágrafos. “É fundamental que os argumentos utilizados sejam coerentes com a tese e tenham relação entre si. Além disso, é importante garantir que a conclusão tenha ideias que ‘conversem’ com as apresentadas nos parágrafos anteriores”, diz o professor.
IBAHIA










