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:: ‘escorpião’

ILHÉUS: Centro de Zoonoses alerta para cuidado com escorpiões

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município alerta à população de Ilhéus que esta época do ano, é favorável ao surgimento de escorpiões, período que as fêmeas têm maior concentração de veneno. Também dá dicas sobre como proceder caso alguém se depare com um desses animais, que está enquadrado na classe dos aracnídeos, assim como as aranhas.

De acordo com o chefe de Vigilância do CCZ, Aloísio Leite, os principais disseminadores de escorpiões, geralmente são cemitérios e imóveis insalubres, e cita os terrenos com entulhos e mato alto, residências com acúmulo de inservíveis, madeiras, sobras de construção e redes de esgoto expostas (inclusive vias públicas).

Algumas espécies têm expectativa de vida de até 10 anos e, para evitar a presença deles dentro de casa, é necessário tomar alguns cuidados preventivos. Como o escorpião se alimenta de baratas, é bom evitar o surgimento do inseto, mantendo o ambiente bem limpo. Pilhas de madeira, cercas, tijolos, ferro velho e entulhos em geral também são os locais prediletos dos escorpiões.

“Estas espécies estão cada vez mais presentes no meio urbano. Se adaptam ao ambiente do homem devido ao crescimento acelerado dos centros. Por isso, é preciso que a população saiba quais medidas adotar para evitar acidentes e mortes por envenenamento. Outra dica é a criação de galinhas, para o caso de propriedades rurais. Elas são um remédio para estes casos ”, sugeriu Aloísio.

Prevenção – Manter limpos os quintais, não acumulando folhas secas, lixo e entulhos. Remanejar periodicamente materiais de construção armazenados, usando luvas de raspa de couro para proteger as mãos. Colocar o lixo em sacos plásticos fechados para evitar baratas e outros insetos. Conservar camas e berços afastados, no mínimo, 10 centímetros da parede.

Segundo o Ministério da Saúde a erradicação da espécie não é possível e nem viável por ser um grande predador natural de baratas e pequenos insetos. O CCZ orienta ainda a contratação de uma empresa especializada para a dedetização dos quintais e paredes é a forma mais correta de evitar a presença dos aracnídeos.

Em caso de acidentes, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) recomenda ir imediatamente ao hospital mais próximo. Se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie, permitindo assim uma avaliação mais eficaz sobre a gravidade do acidente. Comunique e solicite o Setor de Zoonoses pelo telefone 73 99924-6384, uma vistoria para receber outras orientações.

Criança morre após ser picada por escorpião enquanto dormia

Um menino de 9 anos morreu, neste domingo (25/11), após ser picado por um escorpião enquanto dormia, em Araçatuba, cidade do interior de São Paulo. É a segunda morte seguida de criança por acidente com esse aracnídeo em dois dias na mesma região. No sábado (24/11), uma menina da mesma idade morreu em Bariri, após receber uma picada. Desde o início do ano, nove crianças morreram no interior paulista em decorrência de picadas de escorpião.

O menino Pablo Henrique Araújo Laureto dormia na casa da avó, no bairro Guanabara, quando acordou, na madrugada de sábado (24/11), reclamando de dores na região do ouvido. Os pais foram chamados e ele recebeu o primeiro atendimento no Pronto Socorro Municipal, de onde foi encaminhado para a Santa Casa de Araçatuba.

Como o estado de saúde era grave, ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu. O corpo da criança foi sepultado na manhã desta segunda-feira (26/11).

Pablo é a segunda criança que morre após ser picada por escorpião este ano em Araçatuba. Em abril, a menina Priscila Claudenícia de Oliveira Silva recebeu a picada quando brincava na casa da avó e não resistiu. A cidade já havia registrado duas mortes de crianças em 2017. Dados divulgados na última sexta-feira (23/11), pelo município indicam que 1.036 pessoas foram picadas por escorpiões na cidade desde o início do ano.

No interior de São Paulo, este ano, outros óbitos aconteceram em Ourinhos, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Barra Bonita, Miguelópolis e Bauru. Os casos levaram o Ministério Público Federal (MPF) a acionar Estado e União para disponibilizar o soro antiescorpiônico em 11 municípios da região. O antídoto já foi fornecido.





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