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:: 18/maio/2026 . 21:43

Política: “Não preciso me esforçar para Trump ver que sou melhor que Bolsonaro,” diz Lula ao Washington Post

Lula e Trump em encontro na Casa Branca, nos EUA | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR/ Fonte: SBT News

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)defendeu uma abordagem pragmática frente ao republicano Donald Trump em entrevista publicada neste domingo (17) pelo jornal The Washington Post, a primeira desde que os líderes se encontraram para um encontro bilateral no início deste mês.

Ciente de que está em um espectro político diametralmente oposto ao do presidente dos Estados Unidos, Lula frisou não ser necessário ter o mesmo alinhamento natural que Trump tinha com o ex-presidente Jair Bolsonaro para manter uma relação de ganhos mútuos.

O jornal cita as articulações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para convencer a Casa Branca a intervir no Brasil contra uma suposta perseguição política contra a direita. Mas Lula diz que não quis interferir na relação de Bolsonaro com Trump, preferindo mostrar ao republicano que há os EUA têm mais a ganhar com ele na Presidência do que seu antecessor.

“Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Esse é o problema dele […] Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso”, afirmou.

O Washington Post destaca que a relação contenciosa entre o governo trumpista e o de Lula começou a mudar depois de um encontro casual em setembro do ano passado, na Assembleia Geral da ONU, pouco depois de Bolsonaro ser condenado a 27 anos de prisão por crimes envolvendo a tentativa de golpe de Estado.

O episódio marcou uma virada no que vinha sendo uma abordagem mais dura dos EUA, com a imposição de tarifas e a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. Desde então, Trump passou a se referir a Lula de forma elogiosa, definindo-o como “dinâmico” e “inteligente”.

Mas mesmo com a melhora no relacionamento, o presidente brasileiro expressou ao jornal preocupação com a falta de diálogo e cooperação na abordagem política do governo americano.

Espero que Trump possa ser convencido de que os Estados Unidos podem desempenhar um papel muito mais importante no fortalecimento da paz, da democracia e do multilateralismo […] Será difícil? Sim. Mas se eu não acreditasse na persuasão, não estaria na política.”

O Washington Post destaca que, para além dos ganhos que traz para o Brasil, manter uma boa relação com Trump também é vantajosa para Lula no esforço para ser reeleito para um quarto mandato. Como mostrou pesquisa Quaest da última semana, 60% dos brasileiros avaliaram que o encontro com o republicano foi positivo para o país.

Sobre a cooperação entre os países no combate ao crime organizado, um dos principais pontos conversados no início do mês, Lula avaliou que não vê brecha para uma intervenção como foi na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro no início do ano, ou em ataques contra embarcações no Caribe, além da ameaça de invasão à Cuba.

Os EUA têm justificado a postura como de combate ao narcotráfico e à entrada de drogas no país, apesar de organismos internacionais falarem em intervenção indevida na soberania estrangeira.

“Os Estados Unidos não farão isso com o Brasil”, avaliou o presidente brasileiro.

Maio da Diversidade: Cartilha sobre direitos da Pessoa Idosa LGBTQIAPN+ é lançada pela SJDH, Conselhos e MP

Foto: Cleomário Alves/SJDH

Informações sobre os direitos das pessoas idosas LGBTQIAPN+ foram reunidas na Cartilha ‘Pessoa Idosa LGBTQIAPN+: Direitos, Respeito e Visibilidade no Envelhecimento’, lançada na sexta-feira (15), em Salvador, pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). A iniciativa integra a programação do Maio da Diversidade, agenda promovida pela SJDH, voltada à promoção da cidadania, fortalecimento das políticas públicas e enfrentamento às violências contra a população LGBTQIAPN+.

A publicação, elaborada em parceria com o Ministério Público da Bahia e os Conselhos Estaduais da Pessoa Idosa (CEPI) e dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CELGBT), aborda sobre o envelhecimento desse público, reconhecendo o direito delas de viver a sua sexualidade com dignidade, cuidado e respeito.

No lançamento do documento, a superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDH e presidenta do CELGBT, Tricia Calmon, destacou os desafios das políticas públicas para o cuidado e proteção das pessoas LGBTQIAPN+. “O Estado brasileiro precisa compreender como a diversidade pode nos tornar melhores e construir uma sociedade mais justa e humana. A cartilha apresentada hoje responde justamente a esse desafio. Esse encontro entre o trabalho dos conselhos da pessoa idosa e da população LGBT mostra que é possível atuar em conjunto. Construir uma sociedade melhor exige transformar essas ideias em práticas efetivas”, afirmou Tricia Calmon.

Construída de forma coletiva, a cartilha busca conscientizar a sociedade e orientar instituições públicas para o acolhimento desse segmento que, infelizmente, ainda vive sob os holofotes da discriminação. “Essa cartilha é uma construção coletiva feita por muitas mãos. Entendemos que a população LGBT tem o direito de envelhecer, as políticas públicas e a população em geral precisam ter conhecimento e respeitar toda a diversidade”, ressaltou a vice-presidente do CEPI e coordenadora de Articulação de Políticas para a Pessoa Idosa da SJDH, Sueli Oliveira.

A promotora de Justiça, Márcia Teixeira, explicou que a elaboração da cartilha é uma ferramenta importante para conscientizar a população. “As pessoas LGBT+ estão vivendo mais, especialmente as pessoas trans (masculinos e femininos), travestis, intersexo e agênero. Então, a elaboração deste material foi motivada pela observação de que, após a Parada LGBT, que destacou a situação das pessoas idosas LGBT+, e diante das dificuldades enfrentadas por esse grupo, surgiu a necessidade de promover ações de conscientização sobre o tema em diversas instituições”, explicou a promotora Márcia Teixeira.

O material também serve como guia para que os profissionais da rede do CRAS, CREAS, Escolas, Universidades, undiades de saúde e centros de convivência qualifiquem o atendimento em casos de violações de direitos. “O lançamento da cartilha traz um recado muito importante neste Maio da Diversidade: envelhecer é, também, um direito das pessoas LGBTQIAPN+. É preciso saudar a ancestralidade dessas pessoas que vieram antes de nós, abriram caminhos e conquistaram direitos que hoje o movimento usufrui, sobretudo a liberdade de viver esses direitos. Elas são importantes e precisam ser reconhecidas”, reiterou o coordenador de Políticas LGBT, Augusto Oliveira.

Participaram do ato, a coordenadora do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD-LGBT), Keila Simpson, do delegado titular da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), Ricardo Amorim, e dos representantes dos Conselhos da Pessoa Idosa e LGBTQIAPN+.

Maio da diversidade
Diversas ações estão programadas pela SJDH para debater a diversidade. Ações formativas, atividades culturais, audiência pública, Caravana de Direitos Humanos e encontros institucionais voltados ao fortalecimento das políticas públicas e da rede de proteção à população LGBTQIA+ na Bahia fazem parte da iniciativa para o enfrentamento a LGBTfobia.





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