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ITABUNA: População sofre com crise na Saúde; Dois hospitais fechados e três sob ameaça de encerrar atividades nos próximos dias

POR: A TARDE

Dois hospitais fechados e três sob ameaça de encerrar atividades nos próximos dias. Unidades Básicas de Saúde que sofrem com falta de pessoal e de insumo, além de uma UPA e um hospital municipal que convivem com superlotação. Esse é o cenário da saúde pública em Itabuna (438 km da capital, no sul do estado), que já teve cinco secretários em dois anos e meio de gestão. Hoje, o município possui um titular interino na pasta, Geraldo Pedrassoli, que acumula a função junto com a diretoria financeira.

A crise estourou após a prefeitura  encerrar o contrato com o Hospital Infantil e Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi), da iniciativa privada, e não renovar o convênio com o Hospital São Lucas, unidade filantrópica gerida pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, em 2018. Ambos acabaram fechando as portas.

Aumento na demanda

O fechamento das duas unidades causou um aumento exponencial da demanda nos outros hospitais filantrópicos da Santa Casa, o Calixto Midlej Filho e o Manoel Novais, e no Hospital Maternidade Ester Gomes, da Fundação Fernando Gomes, organização filantrópica criada pelo atual prefeito, Fernando Gomes (sem partido).

Com o aumento da demanda, os hospitais filantrópicos cobraram da Secretaria de Saúde um acréscimo no valor do repasse. A primeira cobrança aconteceu em maio deste ano, quando venceu o convênio do hospital Manoel Novaes. Sem condição para fazer um repasse de R$ 1,5 milhão a mais, a Secretaria de Saúde fez um acordo com a Santa Casa para encerrar o atendimento de portas abertas.

Hoje, a Santa Casa vive com endividamento pelo subfinanciamento da tabela SUS”André Wermann, diretor da Santa Casa

“Optou-se pelo fim da demanda aberta e adesão a uma demanda regulada. Essa unidade recebia 92% dos pacientes via SUS, um total de 260 pessoas por dia. Essa emergência nos custava R$ 650 mil por mês e nós tínhamos um repasse de 68 mil para ela”, revelou André Wermann, diretor administrativo da Santa Casa de Itabuna.

O contrato do município  com os hospitais da Santa Casa encerrou-se  dia 31 de julho. O atual cenário é de incerteza. Os funcionários das unidades convivem com atrasos no salário e os pacientes com a falta de medicamentos e interrupção de alguns atendimentos.

Wermann reclama do repasse de 1.2 da tabela SUS (unidade de referência da ministério) para a Santa Casa, e afirma que o caminho para resolver a crise é um financiamento tripartite, como estabelece a lei do  SUS.

“Essa tabela precisa ser custeada pela União, Estado e município. Não estamos pedindo nada para locupletar ninguém. Gastamos o resultado dos prestadores particulares com o SUS em nossas unidades. Estamos endividados e estruturando linhas bancárias para conseguir fôlego e não encerrar as atividades, pois R$ 68 mil/mês não arcam com uma equipe trabalhando 24 horas em uma emergência. Não dá para trabalhar com 1.2 da tabela SUS”, salientou o diretor.

É duro sair de Ipiaú para fazer quimioterapia e não ter remédio. O Calixto precisa de atenção”Samuel Correia, aposentado

O aposentado Samuel Correia, 73, saiu de Ipiaú – a cerca de 120 km de Itabuna – na última quarta-feira para fazer o tratamento de um câncer no hospital Calixto Midlej Filho, referência em oncologia na região, mas foi informado de que não poderia realizar o procedimento, por falta de um medicamento.

“Saí quatro horas da manhã de Ipiaú para chegar aqui e não ser atendido. A situação do hospital está complicada, tem boato de que há médicos que estão sem receber e que planejam sair, tenho receio de não  terminar meu tratamento”, lamentou.

Pedidos do gestor

A situação do Hospital Maternidade Ester Gomes é ainda mais complicada. O prazo para renovação do contrato  acabou no dia 29 de julho, sem  atualização.

Um ofício enviado pelo secretário interino de saúde, Geraldo Pedrassoli, última sexta-feira, pedia que o hospital não encerrasse as atividades que o município se comprometia a pagar os serviços de pediatria e obstetrícia. Até o fechamento desta edição, a unidade seguia atendendo.

A maternidade possui  estrutura para baixa complexidade e não dispõe de equipamentos auxiliares no  diagnóstico, como raio-x, segundo informou a auxiliar de produção Larissa Souza, que passou por uma situação delicada com a filha de 2 anos no local. A menina foi diagnóstica com pneumonia  e regulada para o Hospital Manoel Novaes. Ao chegar lá, o médico de plantão não aceitou a criança, pois precisava de um raio-x anexado ao relatório. “Eu tive que sair com minha filha doente nos braços até uma clínica particular, onde paguei 60 reais para fazer a radiografia e conseguir a internação. Isso é um absurdo, uma humilhação”, desabafou.

A dona de casa Ruth Rodrigues foi atendida na Maternidade Ester Gomes, que não comporta a elevada demanda e fica situada em um local distante da cidade. Ela afirmou que “depois que ocorreu o fechamento do Cemepi e do Manoel Novais a saúde do município virou um completo caos”.

EM MEIO AO CAOS, PREFEITO CULPA GESTÕES PASSADAS

O prefeito Fernando Gomes concedeu uma entrevista coletiva última quarta-feira, 28, e acusou gestões anteriores, repasses insuficientes do SUS e  prometeu usar a UPA como emergência pediátrica e obstétrica, caso ocorra o fechamento da maternidade que leva o nome dele. “Ser prefeito hoje é difícil com os recursos que temos.  Administrar uma falência por incompetência do passado é complicado. Vou fazer uma auditoria para apurar tudo, quero ver se o dinheiro está sendo gasto com medicamentos, se tem gente recebendo sem trabalhar”, afirmou Gomes.

O secretário interino da área, Geraldo Pedrassoli, disse que as  filantrópicas estão “querendo um valor muito alto, e que a secretaria não consegue repassar”. Ele revelou que deixará a pasta por não haver condições técnicas de continuar na função.

O vereador Jaime Araújo (PCdoB), entrou com uma representação no Ministério Público (MP-BA), pedindo que a prefeitura restabeleça a demanda aberta no Hospital Manoel Novaes e criticou a fala do prefeito: “O povo de Itabuna sofre com essa má gestão, principalmente quem faz tratamento contínuo. A saúde na cidade está um caos por causa da redução da oferta, e agora ele fala de auditoria, como ele é o prefeito e não sabe como está a pasta?”.

A crise afeta também as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Falta de pessoal, médicos, insumos e medicamentos prejudicam o funcionamento.

O MP entrou com  ação pedindo que a prefeitura restabeleça os serviços. A 1ª Vara da Fazenda Pública concedeu liminar exigindo que o município  reestabeleça o funcionamento no prazo de seis meses, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia.

Em meio ao caos,  sofrem as mães, como Cirlândia Ferreira, que não   marcou  tratamento com  fonoaudiólogo e  fisioterapeuta para  o filho, com paralisia crônica. A  estudante Ana Clara sofreu para ser atendida na UPA, tendo que carregar por longo tempo a filha de cinco meses nos braços.

FERNANDO GOMES RESPONDE A PROCESSOS NA JUSTIÇA

No quinto mandato como prefeito de Itabuna, o primeiro deles em 1977, Fernando Gomes parece ter a saúde como centro de problemas nas gestões. A área, inclusive, foi responsável por dois dos vários processos judiciais aos quais ele responde atualmente.

Uma das ações, movida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), refere-se ao mandato  entre os anos de 1997 e 2000. Ele é réu por irregularidades na aplicação de recursos do Piso de Assistência Básica do Sistema Único de Saúde (PAB/SUS), nos exercícios de 1999 e 2000. As ilegalidades foram verificadas em fiscalização feita pelo Ministério da Saúde. O caso acabou sendo alvo de processo no Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar responsabilidades por danos à administração pública.

A ação do MP-BA, no valor de R$ 270,3 mil, está em tramitação na 1ª Vara da Fazenda Pública de Itabuna. A última movimentação no processo foi em abril de 2018.

 

Agricultura familiar

O prefeito é réu em outro processo na mesma Vara, por irregularidades  em um convênio com valor de R$ 2,1 milhões.

A verba veio do então Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para um programa de agricultura familiar. O caso está em andamento.

Questionado sobre os processos, Gomes disse que não falaria sobre o assunto.

A dança das cadeiras na Secretaria de Saúde de Itabuna começou em 2017, primeiro ano da gestão do prefeito Fernando Gomes,  quando Vitor Lavinsky pediu exoneração e escreveu uma carta aberta criticando o prefeito, alegando que na condução da coisa pública,  “a forma sugerida, muitas vezes, fugia ao que mandam os preceitos da legalidade”.

Ele foi substituído pela enfermeira Lísias Miranda, que ainda em 2017 denunciou a diretora da Central de Regulação, Maria José da Gama, de estar cometendo irregularidades que envolviam contratação de funcionários fantasmas, liberação de consultas, exames acima da cota permitida e por conluio com fornecedores – entre eles um instituto de tomografia com sede no Espírito Santo.

Bolsonaro afasta do cargo diretor-presidente da Ancine

O presidente Jair Bolsonaro afastou Christian de Castro Oliveira dos cargos de diretor e diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Christian foi nomeado diretor-presidente da Ancine no início de 2018 e tem mandato até outubro de 2021. O afastamento, determinado por Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União que circula nesta tarde, cumpre uma decisão judicial da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro da Seção Judiciária do Rio de Janeiro.

O presidente designou Alex Braga Muniz para exercer o encargo de substituto eventual do diretor-presidente da Ancine, durante as ausências eventuais e impedimentos do titular.

Na mesma edição extra do DOU, uma portaria do Ministério da Cidadania afasta dos cargos públicos que ocupam e suspende do exercício das funções públicas os seguintes servidores: Magno de Aguiar Maranhão Junior, Juliano Cesar Alves Vianna, Marcos Tavolari, e Ricardo César Pecorari. A Portaria ainda determina ao diretor-presidente interino da Ancine “a adoção de todas as providências necessárias para efetivar o comando da decisão judicial, bem como que seja proibido o acesso às dependências da ANCINE e que seja promovido o bloqueio nos sistemas informatizados da Agência de todos os servidores indicados”

A Ancine tem sido alvo de diversas críticas do governo em razão dos conteúdos de alguns filmes financiados pela agência. O presidente Bolsonaro, em recente transmissão em redes sociais, criticou a agência e projetos apoiados por ela. “Se Ancine não tivesse cabeça toda com mandato, já tinha degolado todo mundo”, disse. Na ocasião, Bolsonaro exibiu uma lista de produções sobre LGBT e minorias que, segundo ele, seriam financiadas com aval da agência.

Jequié: Policlínica está com inscrições abertas para processo seletivo

A Secretaria da Saúde do Estado (SESAB) informa que as inscrições para o processo seletivo de preenchimento de vagas, sob regime celetista, no quadro de empregados da Policlínica de Saúde da Região de Jequié, estão abertas até 8 de setembro. As oportunidades são destinadas a médicos (em diversas especialidades), nutricionista e assistente social. O edital completo encontra-se disponível no site da Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico Fundação CEFET BAHIA, no endereço: www.fundacaocefetbahia.org.br/policlinica/jequie/2019/selecao.asp.

A prova objetiva será realizada no próximo dia 22 de setembro, com horário de início previsto para as 9h (considerando o horário local), com duração de três horas, nos municípios de Jequié e Salvador, podendo ser aplicada, também, em cidades vizinhas a essas cidades municípios, caso o número de inscritos exceda a capacidade de alocação dos municípios. O candidato deverá comparecer ao local da prova com antecedência mínima de uma hora para o início da sua aplicação, portando documento de identificação com foto, o cartão informativo de inscrição e o comprovante de pagamento da taxa de inscrição.

Itabuna e Ilhéus: Investimentos devem gerar 1,4 mil novos empregos

Investimentos de R$ 155 milhões no Sul baiano com a implantação de cinco empreendimentos, já em andamento, e outros dez – que deverão ser instalados em Itabuna e Ilhéus e cujo protocolo de intenções foi assinado com o Governo do Estado – deverão gerar 1,4 mil novos empregos diretos. Atualmente, há 12 empresas em operação nos dois municípios, incentivadas pelo Estado, que geram, juntas, cerca de quatro mil postos de trabalho diretos. A perspectiva do governo é de crescimento e de conexão entre cadeias produtivas, com a criação do Polo do Chocolate de Origem.

A expectativa com os cinco empreendimentos em Itabuna e Ilhéus, em processo de implantação ou ampliação, é que os investimentos cheguem a R$ 139 milhões e gerem 328 novos empregos diretos. Os destaques são a OLAM Agrícola, do setor de Alimentos, em Ilhéus que, em sua ampliação, investiu-se R$ 122 milhões e foram gerados 75 novos postos de trabalho, bem como a Itabuna Têxtil (Trifil), que investirá R$ 710 mil na sua ampliação e a expectativa é empregar mais 150 itabunenses.

“O cenário é de crescimento, com o trabalho intenso do Governo do Estado para atrair investidores e industrializar o interior da Bahia. O feedback dos empresários tem sido positivo e isto é comprovado nos protocolos assinados e nas empresas que estão ampliando ou modernizando suas atividades industriais na região”, avalia o chefe de Gabinete da SDE, Luiz Gugé.

Chocolate de Origem

Em desenvolvimento, o Polo do Chocolate de Origem, em Ilhéus, tem investimentos estimados de R$ 3,5 milhões e a possibilidade de criar até 100 empregos diretos, no Km 0 da Rodovia do Chocolate. O projeto, considerado inovador e tecnológico, é incentivado pelo Governo do Estado e deve aquecer a produção e também o turismo na região.

“Este polo é revolucionário. No mesmo espaço terá centro de pesquisa, espaço para reuniões e palestras, laboratório, sala de exposição do cacau, fábrica e lojas de chocolate de pequenos produtores e agricultores familiares. Ou seja, vamos integrar entretenimento, cultura, turismo e produção em um só local”, explica Marco Lessa, organizador do Chocolat Festival e sócio proprietário da ICB, que fará parte do complexo, da ChOR e.

AMAZÔNIA: Investigações revelam quadrilhas e ganho milionário com desmate

POR: UOL

Corrupção, formação de quadrilha, trabalho escravo, violência, grilagem, roubo de madeira. O desmatamento ilegal da Amazônia se insere em um conjunto de crimes que vai muito além do ambiental e envolve custos – e ganhos – milionários. Investigações da força-tarefa Amazônia, do Ministério Público Federal, demonstram que há elaboradas organizações criminosas por trás do problema. Nesse processo, as queimadas são apenas a sua face mais visível.

“Não vou ignorar que existe sim o desmatamento da pobreza, que é para fins de subsistência, mas o que realmente dá volume, o desmatamento de grandes proporções, que é o objeto de preocupação, é outro. No sul do Amazonas vimos cortes de 200, 500, 1 mil hectares (cada hectare equivale a cerca de um campo de futebol) de uma só vez. E isso quem faz é o fazendeiro já com rebanho considerável que quer expandir para uma área que não é dele. É o grileiro que invade uma terra pública. Não tem nada a ver com pobreza”, disse ao jornal “O Estado de S. Paulo” o procurador Joel Bogo, no Amazonas. O custo para fazer um desmatamento desses é alto. Segundo ele, é de no mínimo R$ 800 por hectare, mas pode chegar a R$ 2 mil. “Depende das condições. Se tem muitas motosserras, por exemplo, ou se usa correntão.

Um trator esteira, para abrir os ramais (estradas), custa centenas de milhares de reais. Em um desmate no Acre de 180 hectares, o Ibama encontrou 35 pessoas trabalhando ao mesmo tempo. Em condições análogas à escravidão”, relata. Em pouco mais de um ano, o esforço da Procuradoria, que envolveu o trabalho de 15 procuradores em Amazonas, Rondônia, Amapá, Acre e Pará, resultou em seis operações com ações penais já ajuizadas. Só no Amazonas, 33 pessoas foram denunciadas criminalmente.

Alguns dos casos investigados pela força-tarefa envolvem altas somas nos mais variados crimes ambientais. Um caso é o de uma família denunciada por extrair ilegalmente ouro ao longo de quase dez anos em garimpo no Amapá. A Polícia Federal estimou que o grupo tenha lucrado cerca de R$ 19 milhões. Em outro caso, de extração de madeira na terra indígena Karipuna, em Rondônia, o dano ambiental foi calculado em mais de R$ 22 milhões. Nove pessoas e duas empresas foram denunciadas por invadir e lotear a terra indígena. Laudo da Polícia Federal descreveu grandes áreas desmatadas e construções sendo feitas para ocupação humana, sob a falsa promessa de regularização da área.

A operação descreve que o desmate no local saltou de 1.195,34 hectares (de 2016 a 2017) para 4.191,37 hectares no ano seguinte. Para Bogo, um dos casos mais exemplares foi o da Operação Ojuara, na qual o MPF denunciou 22 pessoas por corrupção, constituição de milícia privada, divulgação de informações sigilosas, lavagem de dinheiro e associação criminosa, em um processo que ocorria há anos no Acre e no Amazonas.

“Para levar a cabo o desmatamento e a grilagem (apropriação de terra pública e falsificação de documentos para, ilegalmente, tomar posse dessa terra), alguns fazendeiros tinham ramificação até em órgãos públicos”, diz Bogo. Segundo ele, havia crimes como falsidade em cartório e corrupção de servidor público. “Era um grupo organizado, que atuava até com georreferenciamento. Havia toda uma divisão de tarefas que leva à conclusão de que se tratava de crime feito de modo organizado.

” Grilagem

O desmate para especulação imobiliária é outra face do problema. A floresta é derrubada apenas para poder ser vendida. “Com floresta em pé, a terra vale pouco. O que valoriza é a derrubada. Área Área pronta para pasto é muito mais cara”, resume Bogo. Estudo publicado em junho na revista Environmental Research Letters mostra que grande parte dos lucros da grilagem se dá com estímulos da própria legislação. O trabalho avaliou o impacto de uma lei de 2017 que facilitou a regularização fundiária de terras da União ocupadas na Amazônia. A justificativa era dar título de terra para os mais pobres e reparar injustiças históricas com pessoas que ocuparam a região após chamado do governo federal na década de 1970 e nunca tiveram sua situação legalizada. Para ambientalistas, isso favoreceria grileiros.

“Além de usar a terra de graça por muitos anos, grileiros podem comprá-la por preços abaixo do mercado”, diz o pesquisador Paulo Barreto, da ONG Imazon, que conduziu o estudo. O trabalho avaliou perdas de receita que poderiam ocorrer com 32.490 terrenos – que somam 8,6 milhões de hectares -, e já estão no processo de receber o título de terra. “A perda de curto prazo varia de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 20,7 bilhões) a US$ 8 bilhões (R$ 33,2 bilhões)”, calcula. Isso tem potencial de aumentar ainda mais o desmate, acrescenta, uma vez que estimula ocupações futuras com a esperança de regularizar a posse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Há 21 anos, Sheila Mello era democraticamente eleita a nova loira do Tchan

Como alguns dos mais importantes episódios da cultura popular brasileira, a eleição para definir a substituta de Carla Perez no conjunto musical É o Tchan ocorreu no “Domingão do Faustão”. Ao longo de algumas semanas, o povo conheceu as postulantes ao cargo. Habilidosas dançarinas, carismáticas figuras humanas e bem torneadas panturrilhas desfilaram no palco do programa e fascinaram a audiência. Depois do extenuante processo seletivo, a grande final foi vencida com louvor por Sheila Mello, que derrotou Daniela Freitas por ampla margem: a acachapante preferência de 62,9% dos votantes. Nossa heroína havia sido democraticamente eleita a Nova Loira do Tchan.

VEJA O VÍDEO:

Eis que 21 anos se passaram e você ainda completa o título supracitado com “é linda, deixa ela entrar”. Se bobear, lembra até das medidas que se transformaram em poesia na levada sem vergonha de Beto Jamaica e Compadre Washington. O que veio a seguir foi uma passagem meteórica. Bateu recordes de venda como capa de revistas masculinas, era presença garantida em programas dominicais de toda sorte, encheu estádios e viajou o mundo, tudo isso no exíguo espaço de 5 anos. Sheila relembrou com carinho a efeméride. Usando uma montagem feita por fãs, escreveu no Instagram: “Honrando a história desse shortinho azul e dessa menina cheia de insegurança, expectativa e sonhos!” Ninguém será capaz de contrariar tal afirmação.

De 2004 para cá, em carreira solo, com breves retornos ao conjunto que catapultou sua relevância no showbiz, mostrou seu repertório como atriz, participante de reality show, cantora e até youtuber. Entre os destaques, o inesquecível videoclipe da música “Água”, a passagem ruidosa pela segunda temporada de “A Fazenda” e o espetáculo “Sheilas sob as luzes”, em que dividiu o palco com a ex-parceira Scheila Carvalho. Luz na passarela que lá vem ela, há 21 anos passando para dar seu recado.

POR: Chico Barney

ILHÉUS: Prefeito discute implantação de novo presídio

A construção do novo presídio no município pautou a reunião na tarde de quinta-feira (29). O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre recebeu em seu gabinete o diretor do Presídio Advogado Ariston Cardoso, o tenente coronel da Polícia Militar da Bahia, Gustavo Rebouças e a secretária municipal de Educação, Esporte e Lazer, Eliane Oliveira. Na ocasião, o diretor da unidade prisional destacou as condições precárias do estabelecimento e reforçou a viabilização de um novo presídio em Ilhéus.

Mário Alexandre destacou que é de extrema importância o município possuir condições para assegurar ações que potencializem a segurança pública. “Além de garantir medidas preventivas de segurança aos munícipes, deve garantir a proteção dos turistas que frequentemente visitam a cidade. A gestão pública, em todos os âmbitos tem o dever de tomar decisões precisas, no intuito de resolver as condições adversas existentes”.

A área destinada à construção do presídio necessita ser preferencialmente plana, próxima a uma via de acesso que possua saneamento básico e onde possa ser instalada energia elétrica. O terreno deve possuir entre 20 e 60 mil metros. Gustavo Rebouças lembrou que quando iniciou a gestão, o presídio Ariston Cardoso possuía 560 detentos. O diretor explicou que por meio do projeto, a SEAP pretende construir alas femininas, além de espaço para os presos condenados em regime semiaberto.

Parceria – A iniciativa é uma parceria entre o Governo do Estado e o Município. Rebouças esclareceu que o projeto ainda necessita de uma análise estrutural para a definição do espaço físico. “O prefeito demonstrou preocupação com a proposta e junto à secretaria de infraestrutura do município irá deliberar o processo, atendendo à legislação e às exigências da SEAP”, informou o tenente coronel da Polícia Militar.

“Há quatros anos assumi a direção do presídio e desde então tenho me empenhado na luta para a construção de um novo equipamento, no qual seja possível oferecer um espaço melhor para os servidores, para os detentos, para os advogados e para os familiares dos detentos. A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização já sinalizou a existência de recursos para a construção de duas unidades no eixo Ilhéus-Itabuna”, adiantou Rebouças.

Com o passar dos anos o número de presos foi reduzido paulatinamente. Alguns módulos foram interditados por questões estruturais e hoje o presídio de Ilhéus abriga 102 presos provisórios do sexo masculino. Os presos condenados no regime semiaberto são transferidos para Itabuna e os presos que cumprem pena em regime fechado são conduzidos até Barreiras, cidade distante mil quilômetros de Ilhéus.

ILHÉUS: Mais de cinco mil pacientes deixam de comparecer a exames

Muitas pessoas aguardam por vagas para realizar exames laboratoriais, contudo a Central de Regulação, departamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), explica que a oferta está sendo comprometida em virtude da crescente ausência aos agendamentos. De acordo com dados levantados pelo setor, no mês de agosto foram totalizadas mais 5.300 desistências, fato que agrava a fila de espera do município.

O supervisor da Central de Regulação da Sesau, Fábio Mantena destaca que além de acarretar problemas para a população em geral, a falta de comparecimento prejudica o trabalho dos prestadores de serviços conveniados pelo SUS – Sistema Único de Saúde, uma vez que não alcançam o teto financeiro estipulado para faturamento dos serviços.

“A ausência gera uma lacuna na oferta de serviços e resulta em prejuízos nos recursos públicos direcionados ao atendimento da população e o trabalho, que de certa forma, é reprimido. Algumas especialidades demandam um período de espera maior e não é possível transferir o agendamento em tempo hábil para outros pacientes. Por esse motivo é importante que o usuário compareça”, alertou.

Agendamentos – Para melhorar o atendimento, a Prefeitura de Ilhéus construiu e reformou dezenas de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e ampliou a oferta de procedimentos e serviços. Mantena esclarece ainda que a média diária de abstenção é de 40 agendamentos. O paciente faltoso recebe uma advertência e fica suspenso do sistema de marcação pelo período de três meses.

A Sesau recentemente aumentou o número de unidades de saúde com marcadores, a exemplo do Alto do Coqueiro e Banco da Vitória, que continuará a atender a comunidade residente no Morada do Porto, Vila Cachoeira e distrito do Japu. A unidade de saúde de Sambaituba também atenderá as comunidades de Aritaguá, Vila São João, Vila Olímpio e Ribeira das Pedras, na zona norte.

Mantena reforça que a regulação de baixa complexidade é realizada diretamente nas UBSs, e após o fechamento da agenda, o paciente precisa aguardar o intervalo de cinco dias para retornar à unidade e realizar a marcação. Todavia, as datas e os serviços estão disponibilizados para consulta. Os serviços de média e alta complexidade são regulados através do Sistema Lista Única da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A Central de Regulação de Ilhéus avisa que possui um endereço na rede social Instagram. Na plataforma estão disponíveis informações diárias, com calendário, especialidades e exames liberados para agendamento.

TURISMO: Azul eleva número de voos de Salvador para Ilhéus e Porto Seguro

A partir do dia 1º de novembro, a Azul Linhas Áreas passará a operar voos diretos da capital baiana para as cidades de Ilhéus e Porto Seguro. Os trajetos terão dois voos diários, feitos pelo Embraer 195, que possui capacidade para até 118 passageiros. A conquista atende a uma solicitação do prefeito Mário Alexandre que intensificou junto a companhia, a manutenção e a ampliação da oferta de voos para Ilhéus.

Na nova operação o voo sairá de Salvador às 10h25min com chegada prevista a Ilhéus às 11h15min. Retorno às 11h50min e chegada à capital às 12h40min. Decolagem de Salvador para Porto Seguro às 14h15min e pouso às 15h10min. Retorno às 15h40min e chegada a Salvador às 16h40min. A companhia lembra que também iniciará a operação de voos de Salvador para Maceió (AL) e para Teixeira de Freitas (BA).

O prefeito Mário Alexandre destaca a importância do turismo regional como garantia da empregabilidade e fortalecimento da renda dos ilheenses. “Uma cidade sempre de braços abertos para os turistas, que desfrutam de toda a hospitalidade e comodidade dos nossos serviços. Somos canais de fortalecimento do comércio e do turismo regional. A luta foi grande entre as idas e vindas e graças a força do trabalho, aí está o resultado”, declarou.

Na Bahia, o aeroporto de Ilhéus é o décimo absorvido pelo projeto de expansão da empresa, que também gerencia os aeroportos de Vitória da Conquista e de Comandatuba. Em julho último, cerca de 48 mil passageiros desembarcaram em Ilhéus, segundo informações da Socicam, nova concessionária do Aeroporto Jorge Amado. De acordo com a empresa, foram 65 voos extras, além das 155 operações regulares realizadas pelas companhias Gol, Azul e Latam

FATALIDADE: Cantor baiano morre após cair da varanda de casa

POR: VN

O cantor e compositor baiano Edilson Dhio morreu na última segunda-feira (26), após cair da varanda de casa no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O artista chegou a ser socorrido e apresentou uma leve melhora no quadro de saúde, porém não resistiu aos ferimentos.

Dhio ficou reconhecido após compor o jingle da TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia. O sepultamento do artista ocorreu na última terça-feira (27), no Jardim da Saudades.

Em nota, a Prefeitura de Vitória da Conquista lamentou o falecimento do músico conquistense e se solidarizou com os familiares e amigos.

Relembre a música!





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