:: ‘Ciro Gomes’
Eleições: Próximo debate entre presidenciáveis na TV será no SBT

O próximo debate entre os candidatos à Presidência da República ocorrerá no SBT, no sábado, dia 24 de setembro, às 18h30 – e vai até às 20h30. O encontro é promovido pelo pool formado por SBT, CNN, Estadão, Terra, Nova Brasil FM, Rádio Eldorado e Veja.
O debate terá quatro blocos e contará com a apresentação do jornalista Carlos Nascimento, com transmissão ao vivo dos veículos que integram o pool. Seis jornalistas, de cada uma das mídias patrocinadoras do debate, farão perguntas no segundo e no quarto bloco. Nos demais, os candidatos farão perguntas entre si, seguindo ordem de sorteio que será realizado em reunião posterior.
Os candidatos serão posicionados no estúdio do SBT de acordo com a ordem do sorteio a ser feito em data anterior ao debate, na presença dos assessores de campanha. Os candidatos serão informados do tempo decorrido em cada participação por meio de um cronômetro no centro do estúdio. Um candidato eventualmente ofendido poderá se defender ao pedir o direito de resposta. Um corpo jurídico formado pelos promotores do debate definirá se houve citação que justifique o direito de resposta.
As regras do encontro foram aprovadas em reunião ocorrida no dia 16 de agosto, pelos integrantes das campanhas dos candidatos Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União) e Felipe d’Avila (Novo).
Para o diretor nacional de jornalismo do SBT, José Occhiuso, o debate – que acontecerá uma semana antes do primeiro turno das eleições – pode ajudar os eleitores indecisos.
“O debate ocorre em um momento muito importante da campanha, uma semana antes da eleição, e ele tem a capacidade de pegar o indeciso. O eleitor que ainda está indeciso tem a chance de, ao assistir o nosso debate, formar a sua convicção sobre pra qual candidato ele vai dar o seu voto”, afirma Occhiuso.
Política: Ciro protocola pedido de impeachment contra Bolsonaro; casos com Maia chegam a 24

Créditos: Yahoo
O ex-candidato presidencial Ciro Gomes e o presidente do PDT, Carlos Lupi, protocolaram nesta quarta-feira (22) um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por sua participação nos atos de defesa de um novo AI-5.
Com isso, os casos sob análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegam a 24, incluindo pedidos de parlamentares do PSOL e um do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado de Bolsonaro.
O documento de Ciro e Lupi acusa Bolsonaro de cometer crime de responsabilidade por ter incentivado atos contra Legislativo e Judiciário no último domingo (19). Na manifestação, que pedia intervenção militar no país, apoiadores do presidente fizeram críticas ao Congresso e ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo o pedido, “a incitação de manifestação contra os Poderes constituídos, a presença, apoio e endosso do presidente da República a pedidos de ruptura da ordem constitucional, do fechamento do Congresso Nacional e do STF” e a adoção de atos institucionais autoritários são uma “afronta ao princípio da separação dos Poderes, sendo, portanto, crimes de responsabilidade”.
O texto afirma ainda que Bolsonaro descumpriu orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde e de normas de estados e municípios quanto à adoção de medidas de prevenção de contágio do coronavírus
O pedido lembra que a experiência em outros países demonstra que grande parte da população terá contato com o vírus, mas que, ainda assim, é preciso tomar medidas para reduzir a velocidade de contágio, de forma a impedir que o sistema de saúde entre em colapso.
“As atitudes mesquinhas do denunciado resguardam apenas os interesses escusos do capital, no que se olvida que a fatura da pandemia da Covid-19 não pode ser paga com vidas alheias, em patente desrespeito a direitos individuais e sociais”, afirma o texto.
O documento estabelece que as condutas de Bolsonaro “encerram um atentado contra o exercício dos direitos individuais e sociais, ao passo que também violam patentemente as garantias individuais e os direitos sociais assegurados pela Constituição Federal de 1988”.
O pedido se soma aos demais que estão na Câmara. Maia, hoje rompido com Bolsonaro, é o responsável por analisar de forma monocrática se dá ou não sequência aos pedidos de impeachment. Ele não tem prazo para tomar essas decisões.
Caso seja dada sequência, o caso é analisado por uma comissão especial e, depois, pelo plenário da Câmara. Somente com o voto de ao menos 342 dos 513 deputados é autorizado que o Senado abra o processo.
Nesse caso, Bolsonaro seria afastado até a conclusão do julgamento –ele perderia o mandato caso pelo menos 54 dos 81 senadores votassem nesse sentido.
O Brasil já teve dois episódios de impeachment: o de Fernando Collor (1992), que renunciou antes da decisão final do Senado, e o de Dilma Rousseff (2016).
Ibope: Bolsonaro estaciona em 28%; Haddad vai a 22% e Ciro 11%

A pouco menos de duas semanas das eleições 2018, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, parou de crescer e se manteve com 28% das intenções de voto. Seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), subiu três pontos porcentuais e chegou a 22%. Os dados são de pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 24. Desde a semana passada, o candidato do PSL vem sofrendo ataques dos adversários, principalmente da campanha do tucano Geraldo Alckmin.
Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro passou a perder para todos os adversários, com exceção de Marina Silva (Rede), com quem empata.
Desde o dia 11 de setembro, data em que Haddad foi oficializado como candidato do PT, a vantagem de Bolsonaro sobre ele caiu de 18 pontos porcentuais para 6. O petista é agora o único presidenciável que apresenta tendência de alta em toda a série de cinco pesquisas Ibope divulgadas desde 20 de agosto.
Além de se aproximar do líder, Haddad ampliou a vantagem sobre o terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT), de 8 para 11 pontos porcentuais. Ciro tem 11% das preferências, mesma taxa da pesquisa anterior do Ibope, divulgada na última terça-feira.
O tucano Geraldo Alckmin oscilou um ponto para cima, de 7% para 8%. Marina passou de 6% para 5%, mantendo a trajetória de queda iniciada no início do mês, quando chegou a ter 12%.
João Amoêdo (Novo) oscilou um ponto para cima e chegou a 3%. Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) continuam com o mesmo índice da pesquisa anterior, 2%. Guilherme Boulos (PSOL) marcou 1%. Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lucia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.
Rejeição
A rejeição a Bolsonaro passou de 42% para 46% em uma semana. Depois de uma trégua e aumento de visibilidade causadas pela facada de que foi vítima, em 6 de setembro, o candidato do PSL voltou recentemente a ser atacado por adversários, tanto em eventos de campanha quanto em peças de propaganda eleitoral.
A seguir no ranking da rejeição – parcela do eleitorado que diz não votar no candidato de jeito nenhum – aparecem Haddad (30%), Marina (25%), Alckmin (20%) e Ciro (18%).
A pesquisa capta os efeitos de três semanas de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Também registra os efeitos de quase duas semanas da troca de Luiz Inácio Lula da Silva por Fernando Haddad na cabeça da chapa petista. A candidatura de Lula foi indeferida pela Justiça Eleitoral, com base na Lei da Ficha Limpa, já que ele foi condenado em duas instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo turno
Líder nas pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, Bolsonaro não consegue superar nenhum adversário nas simulações de segundo turno. Conforme o instituto, se a segunda etapa da disputa fosse hoje, ele perderia para Haddad, Ciro e Alckmin, além de só empatar com Marina.
Em um eventual confronto entre Haddad e Bolsonaro, o candidato do PT tem 43% das intenções de voto e o deputado fluminense apresenta 37%. No levantamento anterior, divulgado pelo Ibope no último dia 18, os dois estavam numericamente empatados, com 40% das intenções cada um.
Além de sofrer uma desvantagem em relação a Haddad, Bolsonaro também perde para Ciro em uma simulação de segundo turno. Se houvesse uma disputa entre os dois, o pedetista venceria Bolsonaro por 46% a 35%. Há uma semana, havia empate técnico no confronto: Ciro tinha 40% contra 39% do candidato do PSL.
Alckmin também supera Bolsonaro na simulação de segundo turno. O tucano tem 41% contra 36% do capitão da reserva. Na pesquisa divulgada dia 18, os dois tinham o mesmo porcentual no cenário: 38%.
Após superar Marina Silva em uma simulação de segundo turno na semana passada, o candidato do PSL agora empata com a candidata da Rede: 39% a 39%. No dia 18, Bolsonaro superava a adversária com 41% contra 36%.
O Ibope foi às ruas entre os dias 22 e 23 de setembro. Foram entrevistadas 2.506 pessoas em 178 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que há 95% de chance de os resultados refletirem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela TV Globo. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-06630/2018.
ELEIÇÕES 2018: Senadora Kátia Abreu será vice de Ciro Gomes

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) foi escolhida para ser vice na chapa do candidato à Presidência, Ciro Gomes. Ela tinha recebido o convite oficial do partido na última quinta-feira, quando foi chamada para uma reunião de emergência da campanha no Rio de Janeiro. O partido ainda tentava até o último minuto conquistar alianças para o projeto presidencial de Ciro, e nutria esperanças de que o PC do B pudesse aderir a Ciro e indicar Manuela D’Ávila para o posto.
— Fui convidada na quinta-feira, mas ainda estávamos lutando até o último minuto por alianças. Quando me chamaram eu disse que seria uma honra, e que tudo o que puder fazer para somar, estou dentro — disse Kátia ao GLOBO.
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