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Feminicídio: Após matar namorada, homem usou cartão e carro dela com ex-mulher

Por: CB
Carro de Fernanda foi utilizado e escondido pelo ex – Foto: Divulgação/Polícia Civil de GoiásPreso por matar a namorada em Bela Vista de Goiás (GO), Alan Pereira dos Reis, 22 anos, confessou à Polícia Civil de Goiás que matou a gerente de hipermercado Fernanda Souza Silva, 33 anos, após diversas discussões entre os dois porque ela não aceitava que ele mantivesse proximidade com os filhos que tem com a ex-mulher.
O corpo de Fernanda foi encontrado após uma semana de desaparecimento, em uma plantação de soja, no limite dos municípios de Caldas Novas e Piracanjuba (GO). De acordo com a polícia goiana, os restos mortais já estavam em avançado estado de decomposição após ser carbonizado e enterrado com terra e folhagens.
Durante a investigação do desaparecimento da mulher, a polícia chegou até à ex de Alan. Em depoimento à polícia, ela contou que o homem a levou de carro para fazer compras em um shopping, mas que estranhou o fato do rapaz, mesmo desempregado, convidá-la para sair. Segundo a polícia, ele utilizou o carro e o cartão de Fernanda.

Um mês de namoro
Fernanda e Alan só estavam juntos há um mês, de acordo com o delegado da cidade Antônio André dos Santos Junior. Sem notícias dela desde a quarta-feira da semana passada, o homem e a família dela registraram o desaparecimento na delegacia na sexta-feira (14/2). De acordo com eles, a mulher deixou o trabalho em Goiânia e voltou para Bela Vista de Goiás. Depois, saiu de casa novamente e não foi mais vista.
No início das diligências para encontrar a gerente, os agentes encontraram um pedaço de madeira com sangue e restos de cabelo na região de Mato Grande, zona rural de Bela Vista, e passaram a desconfiar que Alan poderia ter feito algo a Fernanda. Desconfiança que foi reforçada após o depoimento da ex-mulher dele sobre o passeio no shopping.
Fuga, prisão e confissão
A polícia soube, então, que Alan estaria em fuga para o Pará e pediu a prisão temporária, mas ele já havia deixado o estado de Goiás.
O suspeito acabou sendo preso em flagrante, desta vez por uso de documento falso, em Divinópolis (TO), e liberado em audiência de custódia em Paraíso (TO) logo depois. Enquanto isso, as equipes da Polícia Civil de Goiás foram até a cidade, a 880 km de Goiânia, onde o prenderam e o levaram para Bela Vista. A Polícia Militar do Tocantins diz que ele foi preso em Marianopolis, e não Divinópolis.
Já na cidade goiana, Alan confessou ter matado a gerente e indicou aos policiais o local onde havia enterrado o corpo. Ele também informou onde estava o veículo da vítima. Foram apreendidos ainda com ele um aparelho celular, duas facas, uma chave de fenda, um alicate de corte e R$ 609,40. A perícia foi chamada ao local onde estava o corpo, que foi recolhido e conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) de Aparecida de Goiânia. O acusado responderá pelo crime de feminicídio.
Ex-governador da Goiás foi preso por causa de propina

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo foi preso, em caráter preventivo, na tarde de hoje (10), enquanto prestava depoimento na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Goiás. Ao confirmar a prisão temporária de seu cliente, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que está indignado.
“O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região [TRF1]”, afirmou o advogado, em nota enviada à imprensa.
Um dos investigados na Operação Cash Delivery, que investiga denúncias de pagamento de propina a agentes públicos de Goiás, Marconi Perillo foi à Superintendência da PF para prestar depoimento. Por decisão do próprio ex-governador, o depoimento inicial foi mantido. Até as 16h50, Perillo contimuava sendo ouvido pela PF.
Em sua nota, Kakai lembra que o TRF1 já concedeu liminares determinando a soltura de dois investigados na Cash Delivery. “Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto [de prisão] do ex-governador Marconi Perillo.”
Para o advogado, a prisão de Perillo “constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados”, “por fatos supostamente ocorridos entre 2010 e 2014, [baseada] na palavra isolada dos delatores”.
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