:: 4/mar/2022 . 16:10
Economia: Estudantes inadimplentes podem renegociar dívidas com Fies a partir de 2ª

Os estudantes inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão realizar a renegociação dos débitos a partir da próxima 2ª feira (7.mar). Segundo o Ministério da Educação (MEC), a medida, que atende apenas contratos firmados até 2017, deve contemplar cerca de 2 milhões de pessoas.
Para os estudantes que possuem dívidas com 90 a 360 dias de atraso, é previsto o desconto de 12% no saldo devedor, isenção de juros e multas e parcelamento em até 150 vezes. Aqueles que possuem inadimplência de mais de 360 dias, por sua vez, terão desconto de 86,5% no saldo devedor e, caso o estudante seja inscrito no CadÚnico ou beneficiário do Auxílio Emergencial, o desconto será de 92%. Além disso, o saldo da dívida poderá ser parcelado em até dez vezes.
De acordo com o MEC, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, agentes financeiros do Fies. disponibilizarão, por diversos meios, a renegociação das dívidas. Para ter o nome retirado dos cadastros restritivos de crédito, os beneficiários deverão pagar o valor da entrada no ato da renegociação, correspondente à primeira parcela. O valor mínimo da prestação é R$ 200.
Atualmente, dos 2,6 milhões de contratos ativos, formalizados até 2017, mais de 2 milhões estão na fase de quitação, com um saldo devedor de R$ 87,2 bilhões. Desses, mais de 1 milhão de estudantes estão inadimplentes, ou seja, com mais de 90 dias de atraso no pagamento. Isso representa uma taxa de 51,7% de inadimplência e soma R$ 9 bilhões em prestações não pagas.
Governo: Bolsonaro diz que Saúde estuda rebaixar covid de pandemia para endemia

Bolsonaro: “Melhora do cenário epidemiológico” | Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/SBT News
O presidente Jair Bolsonaro (PL) postou nas redes sociais nesta quinta-feira (03.mar) que o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, estuda mudar o status sanitário da covid no Brasil de pandemia para endemia. O chefe do Executivo citou a desaceleração da contaminação para justificar o que classificou como rebaixamento da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas o Brasil registrou 335 mortes e 29.841 casos conhecidos. Os números ainda sofrem influência do feriado prolongado de carnaval, em que há represamento das notificações.
Segundo o Instituto Butantã, uma enfermidade é considerada pandemia quando atinge níveis mundiais, em que determinado agente se dissemina em diversos países ou continentes, usualmente afetando um grande número de pessoas. Quem define se a proliferação é ameaça global é a Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a endemia ocorre quando a doença é recorrente na região, mas não há um aumento significativo no número de casos e a população convive com ela. Como exemplo, a dengue tem caráter endêmico no Brasil, porque apresenta ocorrência maior durante o verão, em certas regiões.
Apesar no anúncio de Bolsonaro, não é a primeira vez que o ministério da saúde avalia a mudança do status da Covid-19 no Brasil. Em 2021, antes do surto da variante Ômicron, o chefe da pasta já havia manifestado interesse em rebaixar a doença, mas acabou desistindo da ideia. Na prática, mesmo que haja a mudança de classificação, as recomendações contra a proliferação da doença continuam, como vacinação completa e uso de máscaras.
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