Itabuna: Criança venezuelana que estava em abrigo da prefeitura insalubre morre com sinais de desnutrição
Uma criança de apenas 2 anos morreu na última terça-feira (7), vítima avançada de desnutrição. Argélia, uma menina indígena de origem venezuelana.

Imagens: TV Santa Cruz
Argélia e mais de 50 imigrantes do povo indígena Warao, da Venezuela, estavam abrigados em um colégio estadual desativado desde setembro do ano passado. A situação nesse espaço é descrita como insalubre, com relatos de forte odor permeando o ambiente, entulho e sujeira.

Imagens: TV Santa Cruz
Segundo a TV Santa Cruz, afiliada da TV Globo, a menina já havia sido hospitalizada em abril pelo mesmo problema, conseguindo se recuperar temporariamente.
Argélia morreu com sintomas alarmantes, incluindo diarreia e baixo peso. O atestado de óbito revelou as causas de sua morte como choque séptico, sepse, gastroenterite bacteriana e grave distúrbio hidroeletrolítico.
O cacique Amário Matos, tio da vítima, denunciou as condições desumanas em que seu povo estava vivendo no abrigo. Segundo ele, os alimentos fornecidos pela prefeitura não eram suficientes para nutrir as 11 famílias que ali residiam.
Em nota a prefeitura da cidade informou que “Há o fornecimento de todas as refeições, inclusive especial às crianças” e ainda que “Em março passado, dois representantes do Ministério Público Federal (MPF) visitaram o abrigo temporário, quando puderam comprovar os esforços da Prefeitura para oferecer ajuda humanitária.”
Veja a nota na íntegra:
A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), reitera que há nove meses fornece a assistência humanitária à subsistência dos imigrantes indígenas venezuelanos abrigados provisoriamente no Colégio Estadual Antonio Carlos Magalhães, no Mangabinha. Há o fornecimento de todas as refeições, inclusive especial às crianças.
Também oferece material de limpeza e higiene pessoal, atendimento em saúde, encaminhamento para a rede escolar e cuidados sanitários, tendo inclusive contado com o apoio da Biosanear em ação de educação ambiental no abrigo e do Comitê Intersetorial de Refugiados e do Núcleo Especializado em Migrantes ligados a Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Em março passado, dois representantes da secção Ilhéus/Itabuna do Ministério Público Federal (MPF) visitaram o abrigo temporário dos imigrantes venezuelanos da tribo Warao, quando puderam comprovar os esforços da Prefeitura para oferecer ajuda humanitária. Mas, por conta de sua cultura diferente, os imigrantes não têm muita preocupação com a higiene, inclusive não atendem às orientações sanitárias e ambientais em relação ao acondicionamento de lixo.
A SEMPS disponibiliza uma equipe técnica com assistente social e psicóloga que acompanha o grupo dentro do abrigo e os mesmos relatam já terem chamado a atenção por diversas vezes em relação a alimentação das crianças, embora os gêneros alimentícios sejam fornecidos de acordo com a relação que pedida pelos imigrantes.







