Política: Mendonça determina separação de denúncias contra Flávio Bolsonaro no caso Banco Master
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que duas notícias-crimes apresentadas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) sejam retiradas de um mesmo processo e passem a tramitar separadamente. As representações envolvem a relação do parlamentar com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A decisão foi tomada em 12 de julho e veio a público nesta sexta-feira (11), após Mendonça autorizar a retirada do sigilo do inquérito.
As duas representações foram apresentadas pelos deputados federais Luciene Cavalcante e Henrique Vieira.
Na primeira, Luciene Cavalcante cita uma reportagem do Intercept Brasil sobre uma suposta negociação envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para o repasse de US$ 24 milhões — aproximadamente R$ 134 milhões — destinados à produção do filme “Dark Horse”, que abordaria a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a deputada, mensagens divulgadas na reportagem indicariam que o senador teria feito cobranças relacionadas à liberação dos recursos e demonstrado apoio aos interesses do banqueiro.
Já a representação apresentada por Henrique Vieira trata de uma visita de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, em São Paulo, no fim de 2025, período em que o empresário estava submetido a medidas cautelares determinadas pela Justiça.
O deputado também mencionou mensagens trocadas entre os dois e uma suposta vantagem financeira de interesse do senador, defendendo que os fatos fossem formalmente apurados.
Processos serão analisados separadamente
No despacho, André Mendonça não determinou a abertura de um inquérito específico contra Flávio Bolsonaro. O ministro afirmou que os pedidos têm relação com a investigação do caso Banco Master, mas apresentam objetos próprios e semelhantes a outras petições que já estão sob sua relatoria.
Por esse motivo, Mendonça decidiu separar as duas notícias-crimes e encaminhá-las para tramitação individual.
Após a separação, os procedimentos foram enviados ao Ministério Público Federal (MPF), que deverá analisar os pedidos e decidir sobre eventuais providências.










