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:: 23/abr/2020 . 20:34

Boletim Covid-19 Ilhéus: 127 casos confirmados

ILHÉUS CONTRA O CORONAVÍRUS

A boa notícia é que já temos 38 pessoas recuperadas. Nesta quinta-feira (23), Ilhéus registra 127 casos confirmados; 230 descartados; 44 aguardando resultado do Lacen e 314 casos monitorados com isolamento domiciliar. Infelizmente 04 óbitos.

“A população precisa respeitar as medidas de prevenção, pois só assim será possível bloquear a cadeia de transmissão viral. Se for necessário sair, use máscara. Mas o pedido é para que você fique em casa. A sua colaboração é importante e necessária nesse momento”.

Salve Jorge! Missa do padroeiro de Ilhéus foi transmitida através do Facebook

Neste 23 de abril é celebrado o dia de São Jorge, padroeiro diocesano de Ilhéus. A data, nesta quinta, é dia de feriado no município e está entre as mais tradicionais e importantes do calendário da Igreja Católica. A missa solene foi transmitida pela página oficial da Diocese de Ilhéus no Facebook.

Atenta às determinações e orientações da Prefeitura, a Diocese de Ilhéus suspendeu as celebrações rotineiras e missas festivas, em prevenção ao novo coronavírus (Covid-19). A medida visa evitar aglomeração e uma eventual contaminação pelo vírus. A rotina nas igrejas foi alterada e  alguns párocos estão transmitindo as celebrações pelas redes sociais.

Devoção ao santo guerreiro – Segundo a tradição católica, São Jorge foi um soldado romano do exército do imperador Diocleciano, venerado, tempos depois, como mártir cristão. O santo padroeiro, em diversas partes do mundo, é imortalizado na lenda em que mata o dragão. Apesar de sua história se basear em documentos lendários, a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo. São Jorge é padroeiro da Diocese de Ilhéus, tradição que vem desde os tempos da Capitania.

Política: Ciro protocola pedido de impeachment contra Bolsonaro; casos com Maia chegam a 24

Créditos: Yahoo

O ex-candidato presidencial Ciro Gomes e o presidente do PDT, Carlos Lupi, protocolaram nesta quarta-feira (22) um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por sua participação nos atos de defesa de um novo AI-5.

Com isso, os casos sob análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegam a 24, incluindo pedidos de parlamentares do PSOL e um do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado de Bolsonaro.

O documento de Ciro e Lupi acusa Bolsonaro de cometer crime de responsabilidade por ter incentivado atos contra Legislativo e Judiciário no último domingo (19). Na manifestação, que pedia intervenção militar no país, apoiadores do presidente fizeram críticas ao Congresso e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o pedido, “a incitação de manifestação contra os Poderes constituídos, a presença, apoio e endosso do presidente da República a pedidos de ruptura da ordem constitucional, do fechamento do Congresso Nacional e do STF” e a adoção de atos institucionais autoritários são uma “afronta ao princípio da separação dos Poderes, sendo, portanto, crimes de responsabilidade”.

O texto afirma ainda que Bolsonaro descumpriu orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde e de normas de estados e municípios quanto à adoção de medidas de prevenção de contágio do coronavírus

O pedido lembra que a experiência em outros países demonstra que grande parte da população terá contato com o vírus, mas que, ainda assim, é preciso tomar medidas para reduzir a velocidade de contágio, de forma a impedir que o sistema de saúde entre em colapso.

“As atitudes mesquinhas do denunciado resguardam apenas os interesses escusos do capital, no que se olvida que a fatura da pandemia da Covid-19 não pode ser paga com vidas alheias, em patente desrespeito a direitos individuais e sociais”, afirma o texto.

O documento estabelece que as condutas de Bolsonaro “encerram um atentado contra o exercício dos direitos individuais e sociais, ao passo que também violam patentemente as garantias individuais e os direitos sociais assegurados pela Constituição Federal de 1988”.

O pedido se soma aos demais que estão na Câmara. Maia, hoje rompido com Bolsonaro, é o responsável por analisar de forma monocrática se dá ou não sequência aos pedidos de impeachment. Ele não tem prazo para tomar essas decisões.

Caso seja dada sequência, o caso é analisado por uma comissão especial e, depois, pelo plenário da Câmara. Somente com o voto de ao menos 342 dos 513 deputados é autorizado que o Senado abra o processo.

Nesse caso, Bolsonaro seria afastado até a conclusão do julgamento –ele perderia o mandato caso pelo menos 54 dos 81 senadores votassem nesse sentido.

O Brasil já teve dois episódios de impeachment: o de Fernando Collor (1992), que renunciou antes da decisão final do Senado, e o de Dilma Rousseff (2016).





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