:: 6/dez/2022 . 19:33
Economia: Petrobras reduz preço de venda do diesel e gasolina para as distribuidoras

A Petrobras anunciou, nesta 3ª feira (6.dez), a redução no preço médio de venda do diesel e da gasolina para as distribuidoras. Os novos valores passam a valer a partir de 4ª feira (7.dez)
Para a gasolina A, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro, uma redução de R$ 0,20 por litro. Já o preço médio do diesel A passará de R$ 4,89 para R$ 4,49 por litro, uma redução de R$ 0,40 por litro.
A última redução no preço médio da gasolina foi em 2 de setembro, quando o valor de venda para as distribuidoras passou de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro. O preço médio de venda do diesel não era alterado desde 20 de dezembro, quando foi anunciado uma redução de R$ 5,19 para R$ 4,89.
Segundo a estatal, “essas reduções acompanham a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado”.
Senado: CCJ aprova PEC da Transição que amplia teto de gastos para pagar Bolsa Família

O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Alexandre Silveira (PSD-MG), relator da PEC da Transição — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado// G1
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (6) a chamada PEC da Transição – que tem como objetivo principal assegurar o pagamento de R$ 600 do Bolsa Família (atual Auxílio Brasil).
O texto foi aprovado com três mudanças principais em relação à versão inicial proposta pela transição de governo:
- o valor fora do teto de gastos para o Bolsa Família caiu dos R$ 175 bilhões iniciais para R$ 145 bilhões;
- o prazo de vigência desse Bolsa Família fora do teto passou de quatro para dois anos;
- o prazo para o governo eleito encaminhar ao Congresso uma proposta de “novo regime fiscal” (entenda abaixo) passou de um ano para sete meses.
Assim, o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma margem no Orçamento para pagar a partir de janeiro a parcela de R$ 600 mensais, mais R$ 150 por criança de até seis anos na família.
Com parte do dinheiro, a equipe de transição também quer turbinar outras ações, que foram promessas de campanha do petista, como Farmácia Popular, merenda escolar, aumento do salário mínimo e moradia popular, por exemplo.
Agora, o texto ainda tem que ser aprovado pelo plenário com pelo menos 49 votos favoráveis, em dois turnos, para poder seguir para a Câmara dos Deputados.
Política: Governador Rui Costa debate desafios do novo governo federal em Brasília

Fotos: Luana Bernardino
O governador Rui Costa participou, nesta terça-feira (6), de uma edição da série de debates ‘E agora, Brasil?’, promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico. O painel, realizado em Brasília e transmitido ao vivo pelo canal do O Globo no YouTube, abordou os desafios que serão enfrentados pelo governo do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva, a partir de janeiro, incluindo os cenários econômico, político e social. A mediação foi dos colunistas Miriam Leitão e Merval Pereira. Também participaram outros integrantes da equipe de transição: Wellington Dias, ex-governador do Piauí e senador eleito; Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal eleita; e Nelson Barbosa, ex-ministro do Planejamento e da Fazenda.
“A resposta para essa pergunta, ‘E Agora Brasil?’, é de uma amplitude muito grande. A primeira resposta e o primeiro grande desafio é pacificar e unir nosso país. É um grande desafio, não só do governo federal, mas de governos estaduais e, nessa pacificação, restabelecer o Pacto Federativo com a volta do diálogo entre a união e os estados, restabelecer a confiança no Brasil, a sua credibilidade internacional, que na minha opinião foi perdida ao longo dos nos últimos anos, mas é visível um novo olhar do mundo sobre o Brasil e isso vai se materializar em diversas áreas de investimentos e os primeiros sinais já se apresentam”, declarou Rui em sua apresentação inicial.
O debate seguiu com a participação de todos os convidados, com os mediadores abordando questões como orçamento, teto de gastos, segurança, meio ambiente e programas sociais. Perguntado sobre orçamento secreto, Rui destacou a eficiência na aplicação do dinheiro público. “No Brasil, hoje, se debate muito sobre teto de gasto. Na Bahia, nós fizemos a opção de discutir sobre a qualidade do gasto público. O orçamento secreto é negativo para o país sob todos os aspectos, não só nos aspectos morais e de transparência, mas sobre a escolha de como se gasta esse recurso”, afirmou o governador, citando exemplos bem-sucedidos da gestão estadual baiana, como as Parcerias Público-Privadas (PPPs).
No âmbito da defesa do estado democrático, a mediadora Miriam Leitão perguntou ao governador Rui Costa e ao senador Wellington Dias sobre como separar a questão do militarismo e do poder civil. Rui lembrou que, ao longo dos últimos quatro anos, a democracia não foi ameaçada diretamente pelas instituições militares e que o constrangimento social e a força da democracia foram maiores. Ele também sugeriu que, a exemplo dos países desenvolvidos, as Forças Amadas devem ser mantidas em seu papel original, atuando na defesa das fronteiras internacionais e aliadas ao desenvolvimento científico e tecnológico.
O debate foi encerrado com perguntas de jornalistas do Valor Econômico e com as considerações finais de cada um dos convidados. Rui agradeceu o convite e reforçou a importância da reconstrução do diálogo entre as instituições e com os setores produtivos do país para que seja criada uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil.
Ilhéus: Hospital Materno-Infantil completa um ano nesta terça

Nesta terça-feira (06), o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, completa um ano de funcionamento. Nesse período, foram realizados aproximadamente três mil partos, com cerca de 4.600 internações, contemplando, também, gestantes que fizeram algum tipo de tratamento ou passaram por alguma intercorrência que não fosse o parto. Com 105 leitos, destinados à obstetrícia, à gestação de alto risco, pediatria clínica, UTI neonatal, UTI Pediátrica e centro de parto normal, integrados à Rede Cegonha e atenção às urgências e emergências, o Materno-Infantil funciona 24 horas, tem acesso por demanda espontânea, sendo referenciado por parte significativa da região sul da Bahia. O investimento do estado foi de aproximadamente 40 milhões de reais, entre obras e equipamentos.
O HMIJS atende às regiões de Ilhéus e Valença, no baixo-sul, totalizando 20 municípios do interior baiano. No entanto, a unidade já acolheu gestantes e bebês de 89 municípios da federação, sendo 69 da Bahia e 20 de outros estados, a exemplo do Espírito Santo, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Maranhão. Os boletins estatísticos do hospital apontam para a realização de mais de 30 mil exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Já o número de consultas e atendimentos ambulatoriais ultrapassou a marca de 2.200. O número de recém-nascidos atendidos e internados na UTI Neonatal foi de 220.
Cuidados e humanização no atendimento
Das crianças nascidas no Hospital Infantil, 98 por cento realizaram testes da triagem neonatal, a exemplo do teste do Pezinho, Linguinha, Ouvido e Coração. Todos estes são métodos para detecção precoce de doenças nos recém-nascidos, oportuniza ágeis intervenções para a continuidade do cuidado após a alta na maternidade. Na Unidade Interligada do Cartório de Registro Civil, instalada na unidade, foram emitidas 1.110 certidões de Nascimento gratuitas até o último dia 30. Todos os bebês também saíram da unidade com o Cadastro de Pessoa Física (CPF).
No período de um ano, diversas campanhas de humanização no atendimento foram colocadas em prática pela equipe da FESF, a exemplo do Polvo Terapêutico – cujo objetivo é disponibilizar o brinquedo melhorando a frequência cardíaca e o índice de saturação de oxigênio nos bebês internados na UTI Neo – e da rede adaptada ao tamanho do paciente dentro da incubadora. A iniciativa ajuda a criança a adquirir uma posição mais confortável, simulando a posição intrauterina. Cursos de arteterapía e experiências com aromaterapia também foram disponibilizados às puérperas, cujos filhos permaneceram internados.
Visitas guiadas apresentam semanalmente a estrutura do hospital às gestantes, apresentando as possibilidades e condições oferecidas para o parto. Palestras sobre controle de natalidade ou até mesmo da convivência diária para as mães que aguardam a alta hospitalar, são permanentemente realizadas. Vacinas e acompanhamentos de pré-natal de alto risco são feitos no ambulatório da unidade.
UTI Pediátrica
Já em funcionamento, sob regulação, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica tem o perfil clínico, sendo composta por uma equipe multiprofissional com médicos intensivistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e fonoaudiólogos e, dentre as especialidades oferecidas, estão neuropediatria, gastropediatria e nefrologia infantil.
Consciência Ambiental
Situado em uma região referência da Mata Atlântica brasileira, o Hospital estabeleceu parcerias em defesa da sustentabilidade. Em 60 dias de campanha, mais de 500 mudas de pau-brasil foram doadas às crianças nascidas na instituição. Muitas deram o feddback com registros das plantações feitas nos quintais das residências. A campanha teve como objetivo sensibilizar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) para a importância da valorização da vida e defesa do meio ambiente. A iniciativa uniu o projeto de extensão do Horto-Florestal, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) numa parceria com a Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS), gestora do hospital.
Recentemente, a FESF e a Cooperativa de Catadores Consciência Limpa (Coolimpa), assinaram um termo de cooperação e parceria visando o desenvolvimento de um programa de coleta seletiva para fins de reciclagem dos resíduos sólidos produzidos pelo hospital.
Aprendizado e troca de experiências
Para fomentar os processos de formação da educação dos profissionais e de trabalhadores da saúde, o hospital incorporou à suas ações, uma parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado da Bahia para o recebimento de discentes provenientes das Universidades da região, onde estudantes de duas ou mais profissões ou escolas distintas, trocam experiências e aprimoram a colaboração e qualidade dos cuidados e serviços.
O próximo passo a ser dado é transformar o HMIJS na primeira maternidade da Bahia a elaborar um plano de ação para a execução de um programa de incentivo da atenção especializada para os povos indígenas do estado. O HMIJS já atende, por mês, em média, 60 gestantes que se autodeclaram indígenas. Com a iniciativa, o atendimento ganhará qualificação na prestação do serviço, respeitando contextos interculturais, cuidados tradicionais e a presença de atividades de educação permanente nas aldeias, dentre outros importantes eixos, conforme previsto em Portaria do Ministério da Saúde. Na Bahia, existem 35 mil indígenas, de 20 etnias, distribuídos em mais de 130 aldeias. Juntos, eles representam 0,5 por cento da população indígena do Brasil.
Em um ano de atividade, o HMIJS ainda é uma criança. Mas já proporciona ações inovadoras em uma região da Bahia que antes era carente de um modelo de serviço totalmente público, acolhedor e humanizado. Neste um ano, o ritmo pareceu único. Um ritmo que pede que o tempo não pare. E que a vida seja o maior sentido dessa história que está apenas começando.
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